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Seg, 18/03/2013 às 22:46

Especialistas debatem estiagem na capital

Raíza Tourinho

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  • Margarida Neide | Ag. A TARDE

    Lago na Paralela secou em alguns pontos. Situação é comum em vários mananciais hídricos da capital

O mês de março, normalmente marcado por chuvas em Salvador, este ano tem se apresentado de forma atípica, com baixo índice pluviométrico até agora. A tendência, somada a poucas chuvas também em fevereiro, altera a paisagem da capital e causa desconforto à população, que sofre com o calor.

A Lagoa do Abaeté atingiu o segundo menor nível desde que começaram as medições, em 2004, de acordo com o Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). São 17,24 metros, cerca de dois metros abaixo do normal. O lago próximo ao Posto 1, na Avenida Paralela,  chegou a secar completamente em alguns pontos.

Quatro especialistas consultados por A TARDE são unânimes ao detectar a influência de, pelo menos, três fatores para a piora da sensação de calor intenso pela população e redução do nível dos mananciais hídricos.

Saiba mais

Dentre as intervenções que podem interferir negativamente no equilíbrio climático da região, estão, segundo os especialistas, a cobertura progressiva dos rios de Salvador, o desmatamento, associado à ocupação urbana, além da utilização sem controle de águas subterrâneas por poços artesianos.

"A cidade tem se tornado mais árida. Independentemente das variações climáticas, práticas e intervenções urbanas têm agravado o problema", afirma a pesquisadora da Universidade Federal da Bahia Elisabete Santos.

O coordenador de monitoramento do Inema, Eduardo Topázio, concorda. "Os nossos recursos hídricos estão sendo degradados pela má ocupação do solo do município", ele aponta.

Para Renato Cunha,  presidente do Grupo Ambientalista da Bahia (Gamba), uma das organizações não governamentais mais atuantes do Estado, a questão específica da cobertura dos rios preocupa. "Com a maioria dos rios e riachos sendo cobertos, o clima fica mais quente, porque não há evaporação".

O titular da Secretaria Municipal de Cidade Sustentável, Ivanilson Gomes, aponta o desmatamento como um vilão. Para o gestor, "o fenômeno é realmente preocupante, pois Salvador é uma das cidades menos arborizadas do País".

Calor - Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), houve alta de cerca de 2° na média de temperatura em Salvador nos dois primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2012. Os 28,8 mm de chuvas em fevereiro representam  apenas 20% da média histórica do mês (142 mm), segundo o Instituto Climatempo.

O aquecimento global não é descartado também como influência por Renato Cunha, enquanto Eduardo Topázio  acredita que não há dados científicos que comprovem esta relação.

Com a seca, os mananciais hídricos sofrem. "Os peixes estão morrendo. Já vi a lagoa baixa, mas nunca assim", lamenta Augusto Costa, que há 30 anos frequenta o Abaeté.

Na Lagoa dos Patos (Pituba), moradores dizem que as aves que nomeiam o manancial estão sumindo junto com a água.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta terça-feira, 19, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.

Enquete

O que você faz para driblar o calorão em Salvador?

Resultado
3 % Aplico bastante protetor solar
33 % Bebo muita água e suco para não desidratar
41 % Durmo com ventilador ou ar ligado
10 % Evito o sol nos horários de pico
1 % Instalei ar condicionado no carro
12 % Tomo vários banhos por dia

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298

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