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Dom, 26/08/2012 às 21:13 | Atualizado em: 26/08/2012 às 21:13

Vans transportam estudantes sem autorização em Salvador

Luana Almeida

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  • Lúcio Távora | Agência A TARDE

    Sinalização das vans de transporte escolar precisam seguir padronização prevista no CTB

O embarque e desembarque de estudantes na porta das escolas da capital baiana foram acompanhados durante duas manhãs por uma equipe de A TARDE. Em cerca de seis unidades situadas no centro da cidade, foram flagrados cerca de dez casos de infrações, cometidas por condutores de vans que fazem transporte escolar.  Dentre as irregularidades, veículos sem plotagem, identificação e alvará, além de carros estacionados em locais proibidos.

Em alguns casos, os motoristas chegavam a deixar os veículos estacionados no local por até 20 minutos. Em outros, as vans paravam no meio da via, atrapalhando o trânsito e colocando em risco a vida dos estudantes, que precisavam atravessar entre carros em movimento para chegar até os veículos que os esperavam. Em nenhuma escola visitada,  havia fiscal da Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador),  que  regula o trânsito em Salvador.

De acordo com a assessoria de comunicação da Transalvador, 900 veículos que prestam o serviço de transporte escolar são cadastrados na prefeitura. Mensalmente, o órgão chega a notificar cerca de 16  motoristas infratores. Entre as irregularidades mais comuns citadas estão a ausência de autorização para circular e vistoria pendente.

Segundo informações do órgão, somente os condutores que tiveram os veículos vistoriados podem circular livremente e oferecer este tipo de serviço. Para obter a licença, é preciso passar por um processo de vistoria dividido em duas etapas.

Na primeira, o condutor deve apresentar documentos que comprovem a ausência de multas, além do licenciamento atualizado, o comprovante de pagamento da contribuição sindical e a Carteira Nacional de Habilitação da categoria D -  voltada para condutores de veículos motorizados usados no transporte de mais de oito passageiros.

Na segunda etapa, são avaliadas as condições  do veículo, que deve contar com a padronização visual obrigatória, conforme previsto no Artigo 136 do Código de Trânsito Brasileiro. O automóvel deve, ainda, apresentar boas condições de segurança, higiene e conservação, controlador de velocidade aferido pelo Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) além dos itens de segurança.

Insegurança - Em 2008, 20 crianças que estavam a bordo de uma van de transporte escolar ficaram feridas após acidente. Com o número de passageiros ultrapassando em quase o dobro a capacidade permitida, o carro caiu em um córrego situado nas margens da Avenida Assis Valente, próximo ao bairro de Boca da Mata. Além do excedente de passageiros no veículo, o motorista não possuía Carteira de Habilitação na categoria exigida para atuar  neste tipo de transporte.

Foi para evitar um acidente que a advogada Ana Cristina Barreto, 39, decidiu tirar o filho do transporte escolar e passou a usar o próprio carro para levá-lo ao colégio . Todos os dias, o garoto João Paulo Barreto, 6, contava à mãe que o motorista da van dirigia mais rápido que um personagem de desenho animado infantil, cuja história se passa em uma corrida de carros. Pensando ser mais uma brincadeira do filho, a advogada não deu importância até perceber que a simples história de João poderia ser real.

Preocupada, a advogada anotou a placa do veículo, fez uma consulta ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) e descobriu que o motorista já havia sido multado duas vezes por excesso de velocidade. No dia seguinte, Ana Cristina alertou outras mães. "Hoje, eu faço questão de levá-lo. É corrido, não me sobra tempo para mais nada, pois trabalho o dia inteiro. Mas tento me organizar, porque a segurança e o bem-estar do meu filho estão em primeiro lugar", afirma.

Antes de contratar os serviços de transporte escolar para levar a filha, de apenas 2 anos, até a escola, o  empresário Walter Caria, 45, observou todos os quesitos exigidos pela Transalvador. Para ter certeza bde que a criança estava segura, ele e a esposa chegaram a seguir o veículo durante dois dias. "Como ela é nossa primeira filha, não tínhamos muita experiência, ficamos  um pouco perdidos. Hoje, estamos muito satisfeitos com o transporte escolar  escolhido. Os responsáveis realmente primam pela segurança das crianças", disse.

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