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Dom, 30/09/2012 às 17:56

Tempestade solar pode afetar a Terra, diz Nasa

Marjorie Moura

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  • Nasa | Divulgação

    Nasa prevê tempestades solares em 2013

Antes associado à beleza, à luz, ao calor, o Sol vem sendo tratado como um vilão nos últimos tempos nas manchetes de jornais, sites e blogs, diante do aumento do número e da intensidade das explosões solares, um fenômeno natural que se repete em ciclos de 11 anos, em média.

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) prevê uma tempestade solar de forte intensidade para maio de 2013. Se a previsão for correta, o vento solar poderá prejudicar sistemas de telecomunicações, como TV e internet, e os de energia. O prejuízo seria 20 vezes maior que os causados pelo furacão Katrina, que atingiu os Estados Unidos (EUA) em 2005.

À caça constante de um motivo para o fim do mundo, os alarmistas de plantão usam meias-verdades científicas para comprovar suas teses, com o objetivo de turbinar  seu número de leitores e de acessos.

O físico Marildo Pereira, mestre e doutor em astrofísica estelar pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e professor do Departamento de Física da Universidade Estadual de Feira de Santana, explica que o Sol é uma estrela bastante ativa e que a força gerada pelas explosões solares (ou ejeção de massa coronar), que geram feixes de partículas impulsionados a velocidades altíssimas, pode causar estragos significativos nas linhas de energia elétrica e de telecomunicações da Terra.

Mas, ressalva, antes é preciso que elas tenham sido lançadas na direção de nosso planeta e que o atinjam. O fato, esclarece, é que o Sol tem  1,3 milhão de vezes o volume da Terra e massa 332.900 vezes maior que a da Terra. "Isso significa dizer que, enquanto nós observamos o Sol como um grande disco no céu, se estivéssemos na superfície do Sol enxergaríamos a Terra como um grão de ervilha no espaço. E acertar um grão de ervilha não é tarefa muito fácil", pondera Marildo Pereira.

Campo magnético - Além deste fato, as explosões solares ocorrem em todas as regiões do Sol, e nossa estrela está em constante movimento de rotação, o que, estatisticamente, é favorável à proteção da vida em nosso planeta. Essas condições, porém, não impediram que os efeitos das explosões solares causassem problemas no planeta, lembra o físico.

Em 1989, metade do território do Canadá ficou sem energia elétrica e sem telefonia por satélite devido à entrada de partículas através dos polos.

Embora os habitantes da Terra sejam dependentes de energia elétrica e das comunicações via satélite, a situação seria ainda pior se o planeta não dispusesse de um confortável cobertor, o campo magnético.

O físico Gustavo Rojal, doutor em astrofísica pelo Instituto de Agronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo e representante do Observatório Europeu, explica que a interação do campo magnético da Terra com estas partículas varia durante o dia, principalmente nas regiões voltadas para o Sol.

Mais proteção - Nestas regiões, a camada fica comprimida e mais próxima da superfície, o que expõe equipamentos elétricos a danos. A boa notícia para os brasileiros  é que as partículas penetram pela região dos polos, e países situados em sua área de influência são mais atingidos por esta interação, explica Rojal. 

Assim, não existe a possibilidade de que uma explosão solar, por mais intensa que seja, atinja todo o planeta. Parte da América do Norte e a Europa correm mais riscos.

Para entender a estrutura destas explosões e obter um aviso prévio de quando os fluxos vão entrar em erupção, a Agência Espacial Americana (Nasa) iniciou na última década o programa Sonda Solar Terrestrial (STP). O programa oferece seis missões desenvolvidas em satélites, que traçam o fluxo de energia e matéria entre o Sol e a Terra.

Ciclo terá pico entre o fim de 2012 e maio de 2013

 

Os pesquisadores conhecem os dados do ciclo solar desde meados de 1800, e o atual é o de número 24.  Os ciclos duram entre 9 e 14 anos, e em meio a estes acontecem os máximos e mínimos solares. O Máximo Solar dura poucos anos e é pontuado por episódios de atividade violenta, que duram poucos dias.
O Mínimo Solar pode se arrastar por muitos anos e está associado à redução do número de manchas solares na superfície da estrela.

O atual ciclo do Sol teve início entre o final de 2008 e início de 2009 e vem sendo considerado atípico porque nos dois primeiros anos o Sol bateu recordes, com a menor quantidade de manchas solares, vento solar fraco e baixa irradiação solar.

A baixa atividade solar tem um profundo efeito sobre a atmosfera terrestre, que, nestas condições, esfria e contrai. O  vento solar fraco produz menos tempestades magnéticas ao redor dos polos da Terra e não empurra os raios cósmicos com tanta eficiência para fora da órbita terrestre.

Os efeitos dos raios cósmicos sobre os seres vivos ainda  são desconhecidos. Mas as barreiras criadas pela atmosfera e pela magnetosfera (campo magnético da Terra) e os ventos solares impedem a ação direta destes raios.

Previsão - O 24º ciclo solar terá seu pico entre o fim de 2012 e maio de 2013, quando modelos de heliofísica, que estuda os fenômenos solares,  anteveem uma grande explosão solar . A alta incidência de auroras boreais (na zona do Polo Norte) e austrais (na região do Polo Sul) indica, neste momento, aumento de partículas oriundas do Sol.

Entretanto, o físico Marivaldo Pereira ressalta que o Sol pouco se importa com os estudos feitos pelos homens.  E, para muitos especialistas, o conselho é que para quem aposta na catástrofe deve marcar  apenas com lápis, em seu calendário, a data de 2013.

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