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Sex, 08/07/2016 às 07:21

Era do Gelo: O Big Bang desperta poucos risos

João Paulo Barreto | Especial para A TARDE

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    Personagens voltam para mais uma aventura na Era do Gelo - Foto: Divulgação

    Personagens voltam para mais uma aventura na Era do Gelo

Quando uma franquia de animação chega ao seu quinto exemplar, sinais claros de um esgotamento criativo passam a ser óbvios. Com A Era do Gelo não poderia ser diferente. Afinal, já faz 14 anos que o primeiro filme dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, em parceria com o estadunidense Chris Wedge, foi lançado.

Nele, fomos apresentados ao adorável trio protagonista composto pelo mamute anti-social Manny, pelo atrapalhado bicho-preguiça Sid e pelo inicialmente predador Diego, um tigre dentes-de-sabre. Personagens que conquistaram o público (além de uma indicação ao Oscar) com uma história simples, tocante e eficiente.

De lá para cá, a tentativa de se explorar ao máximo as mesmas piadas cansou uma ideia que funcionou bem em seus dois primeiros filmes, mas encontra um evidente desgaste agora.

Após enfrentarem o derretimento das calotas, descobrirem ainda estar entre dinossauros, bem como terem enfrentado a separação dos continentes, o trio, que no decorrer das aventuras anteriores passou a ser acompanhado por Ellie, a parceira mamute de Manny, sua filha, Amora, e pela desbocada vovó preguiça de Sid, aqui, em A Era do Gelo: O Big Bang, se vê às voltas com a possibilidade de extinção por conta da queda de um asteroide gigante na Terra.

Claro que o esquilo Scrat e seu paranoico instinto de sobrevivência em busca de um local seguro para sua noz, mais uma vez, é o responsável por boa parte das mazelas que afligem o grupo.

Risadas tímidas

E este é um dos pontos que mais denotam o desgaste de uma fórmula já usada tantas vezes. Neste novo filme, dessa vez dirigido por Galen T. Chu e Mike Thurmeier, que, com a saída de Saldanha (aqui, atuando como produtor), assumiu a cadeira desde a parte quatro, novamente temos o tresloucado esquilo a agir como escape em pausas de humor absurdo.

Tal elemento funcionou bem em continuações anteriores, servindo como meio dos roteiristas criarem as mais nonsense situações em cima do, até então, hilário personagem. Mas o que era tido como uma espécie de intervalo de mais risadas da trama central, passou a ser encarado com um risinho de canto de boca e curiosidade mórbida para saber qual percalço sádico o coitado do Scrat terá pela frente.

Somando-se a isso, uma necessidade inútil de sempre se inserir elementos modernos e deslocados do universo dos personagens de modo a fazer piada da situação (como quando uma conta muito alta a ser paga é citada como absurda por Manny ou quando alguém reclama de certa "foto de perfil diferente da realidade") termina por cansar desde a sua primeira tentativa de gerar risos.

Do mesmo modo, o filme erra ao precisar apelar para longas e repetidas cenas autoexplicativas visando um melhor entendimento da trama, que acaba por não fluir, como quando a doninha Buck faz duas pausas para apresentar ao público todo seu plano para conter o asteroide. Em tempos de tramas mais fluidas como a vista recentemente em Procurando Dory, percebe-se, aqui, a preguiça no desenvolvimento de um roteiro escrito por quatro (?!) pessoas.

Visual apurado

Ao menos visualmente, A Era do Gelo: O Big Bang não decepciona, algo já esperado da Blue Sky Studios, responsável pela produção dos longas anteriores, além de estar por trás dos multicoloridos Rio e Rio 2. O esmero de seu visual, como na criação dos ambientes hostis de frio ou na sequência de voo onde a doninha Buck recupera um ovo de dinossauro, salta aos olhos, além de também ser bem notado nos pequenos detalhes, como na pelugem de Manny.

Há, no entanto, boas intenções e diversas mensagens positivas no desenho, o que condiz bem com a ideia de "filme família" que a produção quer passar. A relação entre os mamutes e sua filha adolescente é um dos pontos de acerto, por exemplo, com Manny precisando se desapegar e perceber que ela cresceu, e Ellie passando bem seu recado acerca da responsabilidade da vida adulta.

Seu desfecho não chega a trazer um momento emocional como o insuperável e lacrimoso final da aventura original de 2002, mas até que, neste quinto longa, encerra bem a história. Uma pena que não a encerra definitivamente. Esperar por um sexto exemplar é inevitável.

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A Era do Gelo: O Big Bang

Depois do acidente espacial provocado pelo esquilo Scrat em sua incansável perseguição pela noz, um ...

Duração:100 min

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