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José Raimundo Silveira

Olhar Rubro-Negro

Sex, 30/12/2016 às 15:42 | Atualizado em: 30/12/2016 às 15:45

Algumas reflexões

Jornalista l olharrubronegro@gmail.com

Final de ano, momento de refletir sobre o que passou e também de lançar um olhar sobre o futuro. Creio não ser diferente para o torcedor do Vitória. Aos trancos e barrancos, chegamos vivos ao término da temporada. Foi um ano ruim, mas poderia ter sido bem pior. Imersos no otimismo e alto astral que marcam a proximidade do Réveillon, temos a tendência natural em sonhar sobre nossas perspectivas pessoais, o que inclui o destino do time do coração. Pensar positivo é importante, porém é preciso ser realista com relação às nossas pretensões, evitando-se, assim, frustrações.

Classifico 2016 como um ano agridoce para o Vitória. Tivemos a alegria de recuperar o título estadual, ganhando do arquirrival, o que é sempre bom. A choradeira do lado deles tornou a conquista ainda mais saborosa.

Outro aspecto a se destacar foi a presença de um jogador com potencial de ídolo. Marinho arrebentou! Não é craque, mas teve momentos de genialidade e empolgou o torcedor. Foi, de longe, o melhor jogador do Brasileirão em termos individuais, mesmo com o desempenho não reconhecido pelas premiações formais. Foi o de menos. O torcedor sabe quem jogou mais bola na Série A. Tanto que vem sendo o nome mais assediado e comentado nessa fase chata de especulações de reforços.

Criou-se uma novela sobre o destino de Marinho em 2017. A trama é incensada pela ânsia do internauta em soltar pretensas notícias em primeira mão a respeito de clubes interessados em sua contratação. A boataria já levou o atacante ao Santos, Flamengo, Grêmio, Botafogo e até ao futebol chinês e alemão.

É importante contar com ele no grupo. Além da qualidade técnica, é comprometido com o clube e tem imenso carisma junto aos torcedores. Mas não perco o sono com esse rame-rame em torno de sua eventual saída. Quer contratar? Pague a multa integral e seja feliz.

O terceiro aspecto positivo de 2016 foi a eleição. Mesmo de forma indireta, o clube ganhou. A existência de quatro postulantes promoveu a salutar discussão da instituição que queremos. Resta a quem foi derrotado nas urnas a grandeza de esquecer o pleito e somar forças para o crescimento do rubro-negro, propondo melhorias ou fazendo a crítica construtiva. Torcer contra ou pelo caos do quanto pior melhor é prova de pequenez de caráter.

Sobre o futuro, penso que a melhor forma de a nova direção se dirigir à torcida é a franqueza. Não há como disputar de igual para igual com os maiores times do país, dadas as condições atuais de distribuição de recursos financeiros. Só há duas saídas para diminuir o abismo. A primeira é o aporte de valores oriundos de grandes investidores, algo improvável nesse cenário de crise. A associação em massa também contribuiria, porém com um dos planos de sócios mais baratos do Brasil, a grana advinda dessa fonte não seria tão significativa assim.

A outra maneira de reduzir a distância para os grandes, bem mais realista, é retomar a filosofia do investimento nas categorias de base. Nossos melhores momentos nas últimas décadas foram com a formação de mão de obra em casa. Se não podemos contratar os grandes craques, temos que cria-los. Ultimamente, as safras não estão vingando em profusão como outrora.

Já no confronto com nossos iguais, temos que buscar o estadual e o Nordestão. Em termos nacionais, o que resta é tentar a sorte de uma boa campanha na Copa do Brasil. Na Série A, com esse panorama, a briga inicial sempre será se manter.

Feliz 2017!

Saudações Rubro-Negras, hoje e sempre!

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