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Levi Vasconcelos

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Seg, 02/01/2017 às 00:00 | Atualizado em: 02/01/2017 às 10:57

Jutahy, Aleluia e 2017: otimismo e ressalvas

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Jutahy Júnior, tucano, e José Carlos Aleluia, do DEM, dois aliados de Michel Temer presentes na posse de ACM Neto neste domingo, 1º, se diziam otimistas com as expectativas para 2017, ambos achando que vai melhorar.

Jutahy diz que a inflação será menor, os juros vão cair, haverá mais créditos e as commodities minerais, como petróleo e ferro, tendem a subir de preço.

Ressalva, entretanto, que o desemprego ainda vai se manter:

— Estamos na crise mais longa e profunda da história do Brasil. Não é fácil.

Mais contido, Aleluia acha que o ano vai ser difícil e avisa aos novos prefeitos:

— Apertem o cinto que a tendência é os repasses diminuírem. Há o desemprego, as indústrias produzem menos e o comércio vende menos, e isso significa menos impostos. Sou otimista sim, mas primeiro temos que passar por essa realidade

E a Lava Jato, não preocupa? Fala Jutahy:

— A Lava Jato está precificada. Não haverá muitas surpresas. Atingindo Temer, não.

Fala Aleluia:

— Nada do que vi até agora me preocupa. Vamos caminhar pela estrada sem medo.

Silêncio total

Já anunciado como ministro da Secretaria de Governo, no lugar de Geddel, a nomeação do deputado Antonio Imbassahy (PSDB) está emperrada. Pergunta ao próprio: por quê?

A resposta é o silêncio. Imbassahy fala qualquer assunto, menos esse.

O que se diz: aguarda-se a maré da eleição na Câmara passar, já que o Centrão, o grupo formado por PSD, PRB, PP e PTB, tenta impedir a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e acha que a nomeação de Imbassahy o fortaleceria.

Mas vai acabar tudo bem. Maia é favorito.

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Não só as finanças estão 'quebradas' em todos os níveis como também a carência de serviços públicos é gritante. Dentre eles, os de segurança. Não seria de surpreender se a força do crime organizado viesse a desafiar mais amplamente as forças da ordem

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente, no artigo Desbalanço, publicado ontem pelo jornal O Globo

Fundeb mensal

Com 10 dias no comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a vertente mais rica do Ministério da Educação (R$ 67 bilhões por ano, quase duas vezes a Prefeitura de Salvador), Sílvio Pinheiro, o indicado de ACM Neto, se diz satisfeito:

— A sinergia com o ministro Mendonça Filho tem sido muito positiva.

Ele já estreia com uma boa notícia para os prefeitos que tomaram posse ontem: os repasses do Fundeb, antes trimestrais, a partir de agora serão mensais.

Carinhoso fora — Sílvio diz que só terá dois anos à frente do Fundeb e por isso já decidiu deixar de lado alguns projetos que não funcionam, como o Brasil Carinhoso, que pretende construir creches no país.

— O projeto é mal feito. Só emplacou 3%.

O bom pastor

Bastante cumprimentado ontem na posse de ACM Neto, Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, foi advertido para tomar cuidado porque estava rodeado de pecadores. Responde com bom humor:

— O bom pastor veio para cuidar das suas ovelhas, inclusive as perdidas.

A estreia de Kanário

Igor Kanário foi tomar posse ontem já fazendo a diferença: calçava um tênis com um prateado bastante cintilante.

E qual é o projeto dele na Câmara?

— Trabalho. Primeiro estou me informando, me capacitando.

POUCAS & BOAS

* A direção da Internacional Marítima, a empresa que opera o ferryboat, se diz impressionada com o número de idosos que estão atravessando de Salvador para a ilha e de lá para cá. Em novembro, 23.874 embarcaram em Bom Despacho enquanto 26.519 partiram de São Joaquim.

* O Elevador Lacerda transportou nos quatro dias do Réveillon de Salvador 122 mil pessoas, um recorde para esta época do ano. No mesmo período do ano passado, foram 101 mil pessoas.

* A Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Estado vai começar o ano bem. Ganhou R$ 2,83 milhões do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para investir na recuperação das nascentes da Bacia do Paraguaçu, que nutre a Barragem de Pedra do Cavalo, o tanque de Salvador.

* Embora também com problemas como o desmatamento, o Paraguaçu tem resistido bem às secas, como a atual.

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