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Levi Vasconcelos

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Ter, 03/01/2017 às 10:25 | Atualizado em: 03/01/2017 às 10:26

Eleição no TCM, tal e qual a Câmara e o STF

tempopresente@grupoatarde.com.br

A eleição para a presidência do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que deve acontecer em fevereiro, está causando um certo furdunço entre os conselheiros.

A questão: o atual presidente quer, e outros pretendentes dizem que ele não pode porque o regimento proíbe a reeleição.

Ocorre que Chico Neto assumiu há um ano com a aposentadoria compulsória de Paulo Maracajá. E com isso criou discussão similar à de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se elegeu em substituição a Eduardo Cunha.

Os aliados de Rodrigo Maia dão o direito à reeleição dele como favas contadas, evocando um exemplo que julgam cabal. Em 2014 o ministro Ricardo Lewandovski assumiu a presidência do STF por 30 dias em substituição ao ministro Joaquim Barbosa, que renunciou. E lá também a reeleição é proibida.

Os fatos adubam o tititi no TCM.

Sem vices

Três prefeitos baianos dos que começaram os mandatos ontem vão governar sem os seus vices. Em Lauro de Freitas, a prefeita Moema Gramacho (PT) perdeu a vice Mirela Macedo (PSD), que preferiu assumir uma vaga na Assembleia. Em Belmonte, Janival Natal (PTN), foi o vice eleito, mas ficará prefeito porque o vencedor, o irmão, o deputado Jânio Natal, também prefere a Assembleia.

E em Alcobaça, o caso mais dramático: o vice do prefeito Leo Brito (PSD), Márcio Santos, o Marcinho (PR), morreu repentinamente sábado, na véspera da posse.

Caso à parte

Ninguém, nem mesmo os aliados históricos do PT, entenderam o partido lançar a candidatura de Marta Rodrigues à presidência da Câmara de Salvador. Só teve um voto, o dela. Nem mesmo os de Moisés Rocha e Suíca, colegas de partido, ela teve. Foi um mico.

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A cidade ainda está muito em choque, ninguém consegue acreditar em tamanha tragédia

Geosmar Paulo Aquino, presidente da Câmara de Santana do Piauí, falando do prefeito eleito Chico Borges (PTB), morto num acidente, horas antes da posse (a vice Maria José tomou posse chorando o tempo inteiro)

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Minha equipe foi considerada fantasma, uma equipe que trabalha 10, 12, 15 horas por dia

Rogério Lins (PTN), prefeito de Osasco-SP, que pagou fiança de R$ 300 mil para sair da cadeia e tomar posse, acusado de desviar R$ 21 milhões com funcionários fantasmas

Traição oculta

Leo Prates (DEM) estimava que ia ter 41 ou 4o votos na eleição para a presidência da Câmara de Salvador. A dúvida, ele não disse, mas assim foi interpretado, ficou para a eventualidade de alguma traição. 

Teve 40, traição confirmada. Alguém votou nulo. O tititi desabou em Paulo Câmara (PSDB), que queria se reeleger e Prates atropelou. 

— Eu?! Isso é intriga de quem não quer o bem da casa. Eu votei em Leo Prates.

Meias voltas — E por falar em Paulo Câmara, ele tem comentado que desde a desistência de tentar a reeleição na presidência Câmara já foi ‘nomeado’ pela imprensa para um monte de cargos:

— Já me botaram nas Secretarias de Saúde, Educação. da Ordem Pública, no Sebrae e um cargo em Brasília. E eu continuo vereador.

Arrumando as malas

Marcos Medrado está arrumando as malas duplamente, para deixar o Procon e para ir a Brasília assumir a vaga de Antonio Imbassahy (PSDB), que só aguarda a eleição para a presidência da Câmara passar (em fevereiro) para virar ministro de Temer, na vaga de Geddel na Secretaria de Governo.

Com quatro mandatos de deputado federal, a caminho do quinto, Medrado diz não ter mais nenhum apetite por Brasília:

— Em 2018 serei candidato a deputado estadual. Quero terminar como comecei.

POUCAS & BOAS

* Paulo Cézar (PDT), agora prefeito de Alagoinhas, deixou para o sucessor, Joaquim Neto (DEM) uma herança atípica. Não demitiu nenhum dos ocupantes de segundo e terceiro escalões. Pior: muitos deles estão com férias não gozadas, o que gera um passivo extra. A saída de Joaquim é fazer precatórios, para pagar um dia, sabe lá Deus quando. 

* A Rede, o partido de Marina Silva, começou ontem a governar Livramento de Nossa Senhora. Quer fazer de lá a vitrine para o estado. O prefeito José Ricardo Ribeiro, o Ricardinho, derrotou o ex-prefeito Emerson Leal (PSL). 

* O Museu de Arte da Bahia abre hoje (16h) a sua agenda de 2017 com a apresentação da Camerata Bahia Cordas, formada por músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia. Fundada em 2007, a Camerata tem levado boa música para escolas, entidades filantrópicas, igrejas e hospitais.

* O orçamento de R$ 67 bilhões que Sílvio Pinheiro administra no FNDE não é duas vezes o da Prefeitura de Salvador, como ontem dissemos. É dez vezes mais.

Colaborou: Yuri Silva

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