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Levi Vasconcelos

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Qui, 16/03/2017 às 00:00 | Atualizado em: 16/03/2017 às 08:32

Lista de Janot deixa Brasília em polvorosa

Levi Vasconcelos

A justificativa-padrão dos políticos citados na Lava Jato tem sido esta: 'Recebi doações legais plenamente declaradas à Justiça'.

Daí, todos se dizem inocentes cobrando do STF e do Ministério Público uma criteriosa triagem para separar o que foi propina mascarada (leia-se lavada) como doação legal e o que foi doação mesmo.

Semana passada o STF acatou denúncia contra o senador Valdir Raupp, que recebeu R$ 500 mil da empreiteira Queiroz Galvão para sua campanha ao Senado.

Apavorou Brasília. Foi a primeira doação tida como legal que virou crime.

E vitaminou a tentativa de descriminalizar o caixa-dois, aparecendo gente como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro Gilmar Mendes, do STF, a dizer que pode haver o caixa-dois realmente gasto em campanha e o que não. Ou seja, o caixa-dois do bem e do mal. Fora da política, ninguém engoliu.

Se diz no MPF que é como um bandido que assalta um banco e do butim separa o que ele tinha de saldo na conta pessoal para dizer que essa parte é lícita e o resto não.

Brasília não dorme. Até porque o que se viu até agora é só um pedacinho do que virá.

BRT flex

Fábio Mota, secretário da Mobilidade, diz que a prefeitura de Salvador optou pelo BRT, em vez do VLT, ligando a Estação da Lapa ao Iguatemi (passando pelas avenidas Vasco da Gama, Juracy Magalhães e ACM), por onde não passa o metrô, por duas razões lógicas:

– É uma solução mais barata e mais rápida e, além disso, tem mais flexibilidade, pois será um ônibus maior com possibilidade de sair das vias exclusivas, entrar em algum bairro. Se fosse um transporte sobre trilhos, isso não seria possível.

Ele ressalta que o BRT não concorre com o metrô nem com outros modais.

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Estamos na guerra e, se morrer na guerra, acontece, faz parte

Romero Jucá, senador de Roraima e presidente do PMDB, que integra a nova lista de Janot que veio da Odebrecht, em entrevista ao Globo

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Peço desculpas aos colombianos por este fato vergonhoso que nunca deveria ter acontecido

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia e Prêmio Nobel da Paz de 2016, desculpando-se por ter recebido US$ 400 mil da Odebrecht em 2010.

Secura total

Izaque Costa Júnior (PMDB), prefeito de São Domingos, região sisaleira, um dos 94 municípios em estado de emergência por causa da seca, diz que, apesar dos sucessivos apelos, até agora quase não recebeu ajuda. Para não ficar no zero, firmou convênio no valor de R$ 64 mil para contratar carros-pipa.

– O pescador tem o defeso, tem ajuda para quilombolas, os índios. Para as vítimas da seca, nada, nem uma cesta básica.

Emergência ampliada - O governo publicou ontem o reconhecimento da emergência em mais 106 municípios, o que amplia para 221 o número dos que sofrem com o flagelo. Mas os decretos são burocráticos. Na prática, a situação é mais grave. Municípios litorâneos, como Guaratinga e Itamaraju, também estão vendo os seus rios secando.

Desonestidade exposta

Em que pese o alívio de milhares de trabalhadores que estão sacando os valores das contas inativas do FGTS, a liberação revelou um lado perverso do caso.

Muitos ex-funcionários que pediram demissão e nunca utilizaram estes valores podem ficar a ver navios. Muitos empresários nunca depositaram os valores referentes ao FGTS e, o que é pior, vão ficar impunes.

O xis da questão - O caso é que, até alguns anos atrás, o trabalhador tinha 30 anos para reclamar pela falta do pagamento do FGTS e do INSS. Mas nossos parlamentares prestaram esse desserviço ao país: o prazo para reclamar o FGTS foi reduzido para cinco anos. Ou seja, o trabalhador que pede demissão não pode sacar e para os empregadores desonestos o crime prescreveu. Este Brasil...

POUCAS & BOAS

No encontro do Instituto Geográfico e Histórico para marcar os 170 anos de Castro Alves, o dono da cena foi Joaci Góes. Recitou vários poemas do poeta e mostrou que é doutor no assunto.

Cinco sindicatos (Sindsefaz, APLB, Sindsaúde, Assufba e Sindimed) realizam amanhã no Othon (a partir das 9h) um seminário para debater a reforma da Previdência. Na mesa, Paulo César Chamadoiro, conselheiro do Petros, Tônia Galleti (coordenadora do Sindicato Nacional dos Aposentados) e Charles Alcântara, presidente da Fenafisco.

Com a agência do Banco do Brasil fechada há mais de um ano, depois de um assalto, vereadores de João Dourado, região de Irecê, pressionam o prefeito Celso Dourado (PT) a romper com o BB.

O culto ecumênico para marcar a passagem dos 40 anos da Codeba é amanhã (15h30) e não hoje, como divulgamos.

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