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Levi Vasconcelos

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Sáb, 18/03/2017 às 08:00 | Atualizado em: 18/03/2017 às 10:55

A carne é fraca, mas é muito mais: apodreceu

Levi Vasconcelos

A Operação Carne Fraca, nesta sexta, 17, deflagrada pela PF contra dois grandes frigoríficos, o BRF Brasil (leia-se Sadia e Perdigão) e o JBS (leia-se Friboi, Seara e Swift), cai como uma luva para ilustrar o quanto a representação política no Brasil apodreceu.

Quando você vota está delegando a alguém o poder de representá-lo. Em essência, a representação política é o povo, a sociedade, com os seus vários segmentos, lá representados, mas nosso modelo político construiu um sólido casamento promíscuo com grandes empresas que se volta contra o próprio povo, que ao invés de beneficiário vira vítima.

No caso dos frigoríficos, o desserviço é planetário. A pecuária brasileira lutou e conseguiu o reconhecimento internacional de livrar-se da famigerada febre aftosa e por isso tornou-se grande exportadora mundial de carne, in natura e beneficiada.

Boa parte desse cabedal voou pelos ares detonada por outra doença, a corrupção, ao que parece, não só incurável, como disseminada de cabo a rabo na pátria amada.

O escândalo da carne ganhou manchetes no mundo inteiro. Atinge em cheio a cadeia produtiva agropecuária, setor saudável, até resolverem vender cabeça de porco por lombo.

O caso dos alvarás

Luiz Viana Queiroz, presidente da OAB-BA, teve audiência ontem com o superintendente regional do Banco do Brasil, Fernando Poncio Paiva, sobre a liminar da Justiça Federal que manda liberar os alvarás judiciais (dinheiro de causas julgadas no âmbito privado) pelo Banco do Brasil em 48 horas (e não mais 15 dias). Ele se comprometeu a cumprir a decisão:

– A liminar é o reconhecimento de que o banco estava cometendo atos ilícitos. Os prejuízos dos advogados têm natureza alimentar, porque os alvarás são fontes de sobrevivência dos colegas.

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O gato angorá tem uma bronca danada de mim porque não o deixei roubar

Dilma, ao site Brasil 247, falando sobre por que demitiu Moreira Franco da Secretaria de Aviação Civil.

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A trincheira da comunicação é nas redes sociais. O governo não pode se restringir a rádio e televisão

Arthur Maia, deputado baiano do PPS e relator do projeto da reforma da Previdência, sobre os protestos.

Guerra à raiva

Após a morte de um homem mordido por um morcego, depois constatado ter sido raiva, em Paramirim, o governo baiano abriu guerra contra a doença em duas frentes, a vacinação em massa de gente e animais.

A Sesab cuida das pessoas e a Adab, dos animais, concentrando as ações na região do Saco dos Bois, na Serra da Chapada Diamantina, que fica em Paramirim, mas na divisa com Érico Cardoso.

Bom trabalho - Diz o prefeito Gilberto Brito (PSB), de Paramirim, que a ação está sendo feita com a seriedade que o caso requer.

- A atenção está sendo total.

O homem, de 46 anos, retirava leite de uma vaca quando pisou num morcego e foi mordido. Só procurou ajuda médica 21 dias depois. E só após sete de internação contou da mordida.

Intolerância católica

Frei Paulo, pároco da Igreja de Nossa Senhora do Resgate, no Cabula, onde faz elogiável trabalho comunitário, surpreendeu parte dos fiéis na missa das cinco de anteontem. Em duas ocasiões, bateu forte nos que professam a fé espírita.

Entrou na contramão diante do próprio papa Francisco, que não tolera os intolerantes (de qualquer natureza), e de quebra chateou alguns presentes que são católicos, mas também se dizem espíritas.

POLÍTICA COM VATAPÁ

José Cavalcanti

Sebastião Nery sempre evoca José Cavalcanti, filósofo popular de Patos, na Paraíba, para citar frases sábias sobre a política e os políticos. Confira algumas:

Político é o indivíduo que pensa uma coisa, diz outra e faz o contrário.

O político, quando se elege, assume dois compromissos: um com ele mesmo e outro com o povo. O primeiro ele cumpre.

Político sem mandato é como chocalho sem badalo: balança mas não toca.

Oposição é como pedra de amolar: afia mas não corta.

O homem de responsabilidade política não mente: inventa a verdade.

Político pobre é como mamoeiro: quando dá muito, dá duas safras.

Se queres ser bem-sucedido na política, cultiva essas duas grandes virtudes: a sinceridade e a sagacidade. Sinceridade é manter a palavra empenhada, custe o que custar. Sagacidade é nunca empenhar a palavra, custe o que custar.

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