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Manno Góes

Coluna do Manno

Qui, 29/12/2016 às 16:51 | Atualizado em: 29/12/2016 às 16:55

Palo Seco

Músico l manno.goes@grupoatarde.com.br

Durante uma entrevista no simpático Programa do Esquadrão, da rádio Sociedade FM – do qual já tive o prazer de participar – o diretor de futebol do Bahia, Nei Pandolfo, manteve sua linha profissional e segura que me acostumei a gostar.

Sobre novas contratações, ele afirmou ser “um período em que todo mundo está se movimentando no mercado. Os atletas sabem que o Bahia vai montar um time forte e sabem que o Bahia tem uma estrutura tão boa ou melhor que a maioria dos clubes do Brasil. Uma estrutura de excelência, condições financeiras para sustentação e para dar aos atletas a condição necessária. Nós estamos buscando com inteligência, calma e equilíbrio. Você tem que ter um cuidado com a situação financeira. É uma busca pela qualidade e pela produtividade ao custo que caiba na nossa condição”.

Palavras sensatas do Nei.

Se pensarmos o que era o Bahia antes da redemocratização, lembramos que se tratava de um clube sem credibilidade. Enfraquecido por sucessivas administrações desastrosas. Um clube com fama de mal pagador, desorganizado e obtuso. Não parecia em nada um bicampeão brasileiro digno de sua torcida e história.

Essa transformação positiva na imagem do Bahia não se deu apenas com o acesso para a Série A. Nem surgiu da noite para o dia.

Foi através de muito trabalho, de enfrentamento, profissionalismo e organização que a machucada imagem de um esquadrão que se apequenava cada vez mais se fortaleceu.

O Bahia, cuja torcida já é duas vezes maior que a do vice (o que acho suspeito, pois é óbvio que em duas kombis não vai caber toda torcida tricolor), não se curvou à imposições de redes de TV, bem como não se limitou a se humilhar perante decisões da CBF e nem se apequenou diante de perseguição midiática, muitas vezes injustas. O Bahia se agigantou.

Mostrou que há vias alternativas e possibilidades de atuar no futebol com ética e gerando lucros - sem tornar-se um vira-latas de cabeça baixa que se submete a tudo e a todos.

Tenho orgulho de ser representado por corajosos, e não por gente frouxa e acostumada a ser conivente com o errado, com o injusto e com o conveniente.

Encerramos o ano de 2016 alcançando nosso objetivo maior: somos novamente série A. E assim permaneceremos. Com a coragem dos bons. Com fé em Deus.

Obrigado, presidente Marcelo Sant’Ana.

Boa sorte, sempre!

BBMP!!

2017 é nosso!

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