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Manno Góes

Coluna do Manno

Qui, 05/01/2017 às 07:26

E não ter a vergonha de ser feliz...

Músico l manno.goes@grupoatarde.com.br

Ano novo; vida nova. Mais ou menos. O Bahia segue anunciando as novidades para 2017. Renovações de contratos com atletas importantes na campanha do acesso. Novos agregados. Saída de Nei Pandolfo. Diego Cerri efetivado como novo gestor de futebol – o que, segundo meu amigo Tillemon, o querido Tilé, é ótimo para o clube.

O barco do destino vai seguindo veloz na correnteza do tempo e vamos nos acostumando à ideia de que, apesar dos ares de esperança e renovação que toda passagem de ano traz, o motor propulsor da nossa embarcação chamada vida é e sempre será o trabalho, a paixão, o amor.

O Bahia participará de um torneio internacional importante e significativo brevemente. Bom para a divulgação da marca e maravilhoso para a construção dos novos passos.

Se no ano passado nossa experiência em um amistoso internacional fora de casa não foi bem um passeio na Disneylândia (pelo menos, não para nós), o evento por vir oferece ao clube a oportunidade de afirmar-se como um dos grandes representantes do futebol brasileiro.

Chance de mostrar um pouco do que temos a oferecer e colocar um pouco de dendê no tempero dos gramados norte-americanos.

O Bahia é a cara da Bahia.

Do soteropolitano.

De suas praias e crenças. De suas canções. De nossos sorrisos e superstições.

Carrega em sua bandeira cores alegres e vibrantes e possui um dos hinos mais divertidos do mundo.

O torneio será um cartão postal da nossa baianidade e ritmos em campo.

Publicidade mais do que bem-vinda ao nosso amado bicampeão brasileiro e à sua cidade; sua terra; seu povo.

O ano começa com notícias tristes – como atentados, rebeliões violentas, guerras. Como sempre foi e nunca deixou de ser.

O futebol é fundamental para os momentos em que nossos pensamentos se separam um pouco do choque de realidade que nos atinge diariamente, com seu impacto seco e opressor.

Todo esporte faz parte do caldo cultural que nos alimenta de esperança, coletividade e fé. E o futebol, símbolo máximo da cultura esportiva no país, traz consigo sua representatividade e relevância na humanização da nossa condição de oprimidos por situações que nos tornam menos felizes por vezes.

O Bahia traz em seu escudo e títulos a nossa fé. A nossa consciência de nossa fragilidade – que tanto necessita de lazer, encantamentos e positividade para seguir em frente.

Não se trata apenas de um time de futebol. É nossa própria experiência de vida. Representa nossas formas, cores e tons. Nossos momentos de confraternização e pausa nas turbulências do cotidiano.

Feliz ano novo, Bahia!

Força, fé e foco!

Boa sorte em tudo que está por vir.

BBMP!!!

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