Colunistas


Manno Góes

Coluna do Manno

Sex, 03/02/2017 às 17:50 | Atualizado em: 03/02/2017 às 17:55

Fogo de Chão

Músico l manno.goes@grupoatarde.com.br

Quando cheguei de viagem das merecidas férias que me dei, só ouvia a galera falando do tal rodízio no Bahia. Opa! Gostei. Aquela pança simpática do Guto não é à toa, afinal. Falou em rodízio, me chama!

Fiquei logo animado imaginando a picanha, a costelinha, o cupim e o chopp gelado.

Já me via feliz na arquibancada do Pituaçu devorando um bife de ancho maravilhoso, enquanto a linguiça toscana gigante seria toda servida para a torcida adversária.

Já imaginava durante a partida algum torcedor gritando no estádio: “passa a bola, miséria”, e o garçom perguntando: “bem ou mal passada?”.

Mas como alegria de torcedor dura pouco, o tal rodízio tratava-se era de outra coisa: revezamento de atletas durante as partidas. Algo que eu faço direto no PlayStation com o Benfica – time que gosto de jogar (pausa nerd).

Na intenção de proporcionar descanso para os atletas e também de oferecer oportunidades para que outros jogadores ganhem regularidade, Guto está adotando uma prática interessante, corajosa e arriscada que outros times do Brasil também vêm utilizando, como o Atlético Paranaense e o Sport.

Teremos dois campeonatos simultâneos: o Baiano e a Copa do Nordeste. Esta atitude do revezamento ajuda o time a se adequar ao calendário e a se organizar jogo a jogo.

A cada jogo, um time diferente. Assim, Guto poupa atletas e dá oportunidades à prata-da-casa. Eu gosto da ideia de ter dois times. O problema é ter, de fato, esses dois times.

Desigualdade

Desde que o Campeonato Brasileiro virou uma liga de pontos corridos, equipes com menos condições de investimento demonstram dificuldades em manter uma regularidade ao longo da competição. Daí a predominância total das equipes com mais poder econômico durante os últimos anos. Um dos motivos dessa dificuldade encontrada se passa justamente pela incapacidade dos times com menos verba para contratação de ter um elenco capaz de se manter forte, com peças de substituição à altura dos titulares. Só tem vencido campeonatos quem tem, além de um bom time, bons reservas.

Estimular a participação de todo o elenco, fazendo do revezamento um exercício de aprendizado e condicionamento, pode ser uma excelente forma do Bahia encontrar uma uniformidade na equipe. De treinar atletas durante a competição. Em jogo; em campo. Durante o torneio.

Que o Bahia encontre a regularidade desejada e que os atletas mais jovens aproveitem a oportunidade oferecida para aprimorar sua técnica e atuações. Serão peças fundamentais ao longo de todo o ano. Cada um deles.

Não é uma tarefa fácil. Entrosamento sempre foi fundamental. Mas como diria Churchill: “Melhorar é mudar; ser perfeito é mudar constantemente”.

BBMP!!!

Período

Colunista:

Coluna:

De:

Até: