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Ricardo Feltrin

Coluna Ricardo Feltrin

Dom, 08/01/2017 às 10:43 | Atualizado em: 08/01/2017 às 10:48

2017 só começou e você vai pagar mais caro para ver filmes

feltrino63@gmail.com

Digamos que as “forças obscuras” prevaleceram e assim, como num passe de mágica, estão enfiando a mão no nosso bolso sorrateira e novamente. A partir deste ano quem assina Netflix ou algum outro serviço de streaming (de áudio ou vídeo) terá de pagar no mínimo mais 2% de ISS (Imposto Sobre Serviços).

Inacreditável...

O ISS é um imposto municipal que as empresas (Netflix, Spotify, Globosat etc) vão passar a cobrar de milhões de assinaturas. Ainda não está muito claro, mas tudo indica que o valor será repassado, provavelmente, a cada cidade onde o serviço é prestado. Claro, na verdade quem pagará por isso somos NÓS…

Faça as contas

Por exemplo, a mensalidade “plus” da Netflix hoje está na casa dos R$ 23. Há quem argumente – com bastante desfaçatez – que 2% é pouquíssimo, e o que “custa pagar isso”? Bem, a meu ver esse é um tipo de argumento que defende que o Estado sempre possa cobrar mais da população seja qual for o motivo, seja pouco ou muito. Como se já não bastasse a nossa atual carga tributária.

Enquanto você dormia...

Só que, desta vez, o motivo do aumento do NOSSO imposto se deveu também a uma briga de cachorros grandes. Ou melhor, grandes corporações...

História da Carochinha

Não sei se os leitores mais fiéis se lembram, mas em abril do ano passado publiquei uma coluna aqui em A TARDE informando que as operadoras preparavam um grande golpe contra o serviço Netflix…

Naquela ocasião...

...caso não se lembrem, as operadoras defendiam aumentar o valor dos pacotes de internet porque a gente estava gastando muita banda larga com essa mania de ver filmes, que isso não podia ficar assim, que, oras, onde já se viu, e “temos de aumentar o preço”, é “inevitável” etc. Ou seja, a ladainha de sempre, quando querem sangrar nossa carteira…

Segundo capítulo

Notem que, como os consumidores e a mídia criticaram pesadamente as operadoras no ano passado por aquela ideia de cobrança extra, por uso de banda larga, a proposta sumiu do noticiário… Nas sombras, no entanto, continuou o lobby para arrancar alguma coisa do Netflix em nome da “isonomia tributária”.

Sombras

Embora neguem “com veemência” (como sempre), é óbvio que as operadoras são inimigas do Netflix, um jovem serviço que está se dando muito bem financeiramente, mas desafortunadamente usando a infraestrutura de banda larga dessas mesmas operadoras. Na impossibilidade de cobrar um imposto privado do Netflix (que certamente seria o mundo ideal para elas), as empresas manobraram nos bastidores para tirar alguma coisa da rival (e de nós).

E conseguiram!

Por isso que vamos pagar ISS (Imposto Sobre Serviços) sobre streaming a partir de agora também.

Revoltante

O que mais causa indignação é que num país como o Brasil, com tantos problemas graves, crônicos e até letais que atingem diariamente a população, uma das primeiras medidas do governo é justamente correr para taxar um serviço que fornece cultura. Não tinha nada mais útil para fazer, certo?

Mudou

A quem interessar possa, desde o último domingo (1º) cada ponto de ibope na TV da Grande Salvador passou a valer por 13,4 mil residências, ou cerca de 37 mil pessoas (telespectadores). Todos os anos a Kantar Ibope atualiza os índices de audiência de acordo com alterações socioeconômicas identificadas pelo IBGE.

Ainda iniciante, mas...

Sergio Marone ainda está um tanto cru como apresentador, substituindo César Filho, no Hoje em Dia, da Record. Mas a emissora aposta que é questão de tempo, e que ele tem potencial.

Nova moda

Se até 2015 a TV por assinatura sofreu uma verdadeira invasão de reality shows culinários, em 2016-2017 a onda são os programas de sobrevivencialismo, tipo Largados e Pelados.

Período

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