Sex , 10/08/2012 às 07:53 | Atualizado em: 10/08/2012 às 07:53
Marcos Dias
Após o sucesso da temporada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, de 17 de abril a 22 de julho, a exposição Jorge Amado e Universal pode ser vista, a partir desta sexta-feira, 10, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM).
Com patrocínio do Banco Santander, Governo do Estado da Bahia e Braskem (através do Fazcultura), a realização é da Fundação Casa de Jorge Amado e da Grapíúna, que contou com a N&A Mercado Cultural no desenvolvimento.
Com o acervo da Fundação Casa de Jorge Amado, a mostra apresenta objetos, fotos e instalações, que revelam o mundo de um escritor multifacetado, autor de Tenda dos Milagres e Tieta do Agreste, dentre outros títulos de uma obra traduzida em 55 países.
O diretor-geral da exposição, William Nacked, acredita que é uma grande responsabilidade estar trazendo Jorge Amado para a Bahia. "Estou entrando na sua casa para falar de um familiar seu", compara. Ao mesmo tempo em que celebra a visitação de 143 mil pessoas (durante os dois meses e meio que esteve em São Paulo), ele espera que a exposição na terra do escritor consiga despertar no público um interesse renovado.
Em São Paulo, os estudantes foram cerca de 40% dos visitantes, o que era um dos propósitos de Nacked, que também é diretor do Instituto Pro Livro. Nesta sexta-feira, 10, às 10h , ele apresenta no MAM os princípios que nortearam a mostra.
Experiência Elementos da cultura popular, documentos e recursos digitais reconstroem, através de fotografias, correspondências e objetos pessoais de Jorge Amado, várias dimensões da experiência do escritor, morto em 6 de agosto de 2001.
Os módulos tratam de aspectos, como os personagens, a miscigenação, a sensualidade, bem como a vida política e o desdobramento da obra de Amado no exterior.
Para a coordenadora de conteúdo da mostra, Ana Helena Curti, a experiência em traduzir a exposição de SP para o MAM representou um desafio. Se, por um lado, permitiu ter o mar como cenário de um dos espaços (que antes se apoiava na "metáfora de um mar de dendê"), também significou partir o fluxo da exposição em três espaços: "É um novo olhar sobre o mesmo conteúdo".
Sonho antigo Quem fez questão de que o relógio das comemorações fosse acertado para que a exposição estivesse na Bahia hoje, dia que o escritor completaria 100 anos, foi a diretora da Fundação Casa de Jorge Ama do, Myriam Fraga.
"Era um sonho antigo", diz ela, que era da Fundação Cultural do Estado quando promoveu, em 1982, uma exposição para comemorar os 70 anos de Jorge Amado. Exibida no TCA e na Bienal de São Paulo, foi o embrião da Fundação Casa de Jorge Amado, instituída há 26 anos.
AVISO: O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade do autor da mensagem.