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Sex, 24/08/2012 às 07:28 | Atualizado em: 24/08/2012 às 07:28

Circuito Cultural Banco do Brasil chega a Salvador

Marcos Dias

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  • Leo Aversa | Divulgação

    Bethânia e Lulu Santos fazem show no TCA

Maria Bethânia e a emoção absoluta de interpretar músicas de Chico Buarque. Lulu Santos, de volta à gênese da concepção do pop-rock brasileiro com as canções que Roberto e Erasmo Carlos fizeram para todo mundo.  E   Sandy numa homenagem inusitada ao Rei do Pop.

É assim que  a nova etapa do Circuito Cultural Banco do Brasil (que estreou em novembro do ano passado) chega a Salvador, apostando na diversidade do público, com espetáculos no Teatro Castro Alves.

Homenageado com o repertório do show de Maria Bethânia, Chico Buarque assistiu ao espetáculo no último domingo, no Vivo Rio. A cantora disse para ele: "Chico, cantar com você é um prazer imenso, uma alegria e uma felicidade; mas cantar para você e cantando a sua obra, eu fico muito comovida". E por mais que já tenha cantando quase 50  músicas do compositor ao longo da carreira, reconhece: "Ah, quase morri de felicidade, de ansiedade, de alegria, de medo, de tudo que é bom".

A artista (os ingressos para o show dela esgotaram-se no primeiro dia em que foram postos à venda, ainda em julho) afirma que Chico e Caetano Veloso são os "compositores-pilares" do seu repertório e os que mais a conduzem para a cena.

Intérprete

Num repertório que inclui músicas como Olhos nos Olhos e Todo o Sentimento, entre outras, cada uma tem um significado para Bethânia. A emblemática Rosa dos Ventos, composta quando Chico estava no exílio, e que deu nome ao espetáculo e LP da cantora, de 1971, é uma delas.

"Em Rosa dos Ventos foi quando passei a trabalhar fazendo espetáculos de música com teatro. Com textos, direção de teatro, iluminação e cenografia de teatro, que é como eu gosto de fazer, um trabalho mais de intérprete", diz a artista,  que fecha o 1º ato do show deste domingo com essa música.

Naquela época, o mano Caetano também estava exilado. "Era um momento duro. O espetáculo Rosa dos Ventos trouxe um pensamento de liberdade mais geral. Não era apenas sair daquele inferno da ditadura política, mas uma liberdade que o mundo já gritava e estava ansioso que chegasse. Como intérprete popular, meu trabalho é esse", reafirma.  

Fascínio

A abertura da temporada  do CCBB acontece hoje, às 21 horas, com show de Lulu Santos. Um dos maiores hitmakers do País, emplacando sucessos desde os anos 1980, Lulu se sente tributário "em boa parte" da obra de Roberto e Erasmo: "Tenho dito que sou cruza de dois programas de TV: Jovem Guarda e Divino Maravilhoso. O resto é filme americano".

Como uma onda no mar de canções do Rei e do Tremendão, Lulu optou por fazer seu show com um  repertório baseado na Jovem Guarda. De lá vêm à tona clássicos como Você Não Serve Pra Mim, Se Você Pensa e  O Calhambeque.

"O viés é o fascínio por R&B original americano. No caso deles, anterior à invasão britânica. Me interessa a concepção do pop-rock à brasileira, que sai com farofa de ovos e banana frita", justifica.

No atual estágio da indústria fonográfica e a multiplicidade de artistas, Lulu reflete sobre a possibilidade de alguém ainda vir a ter tanta projeção e influência como a dupla.  "Em Hollywood se diz: 'There' s Jack (Nicholson) and then there's the rest of us'. No caso do Rei, acho que é diferente, nós todos somos até um certo ponto emanações dele, o grande Krishna, ao mesmo tempo isto o realimenta. Após assistir ao show do Rio, visivelmente emocionado, Roberto convocou dois de meus músicos para gravarem esta semana em seu novo disco. Nada se perde", diz Lulu.

Show

E por essa quase teoria de Lulu da energia musical,  não soa tão inusitada a homenagem que a cantora Sandy fará no sábado a Michael Jackson. Para ela foi,  antes, um desafio trabalhar com novas roupagens para  clássicos do Rei do Pop. E assim como Michael, ela ama o palco: "O maior foco do meu trabalho são meus shows. É por isso que a gente grava disco, faz clipe e tudo mais, para poder  estar com o  público".

Foi por volta dos cinco anos, quando  passou a ter seu próprio gosto, que Sandy e o irmão  tornaram-se fãs de Michael, época dos discos Bad e  Dangerous.   Controverso, o superstar viu sua privacidade muitas vezes ser tragada pelo rolo compressor da fama.

"A gente tem a total noção de onde acaba o artista e começa a pessoa, mas às vezes o público e a mídia têm essa dificuldade de separar. Michael sofreu muito com isso. Eu sofro também numa proporção muito menor, obviamente, porque ele era famoso no mundo inteiro".

Para Sandy, a invasão de privacidade  é algo muito difícil  de lidar. Mas ela já aprendeu sobre o que podem dizer ou falar: "É mais importante o que nós somos por dentro, a convicção que a gente tem disso e também aquilo que as pessoas que a gente ama  acham de nós".

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