Seg , 27/08/2012 às 20:16 | Atualizado em: 27/08/2012 às 22:26
Lucas Cunha
Em "É", faixa de abertura de Tudo Tanto, Tulipa canta nos primeiros versos o que parece ser uma dica para aqueles que se encantaram com o "pop florestal" do primeiro álbum, Efêmera: "Pode ser ou é, de algum jeito a gente se deu bem...".
De algum jeito e com apenas um disco, Tulipa tornou-se, ao lado de Criolo, o nome mais importante da nova cena musical paulistana, de integrantes como Marcelo Jeneci e Tiê.
"Tudo Tanto" é a prova dos nove para Tulipa mostrar que tem algo a oferecer, além de belas canções fofas, uma voz peculiar e letras quase cinematográficas com crônicas sobre a vida (urbana) de jovens adultos, que caíram no gosto da "juventude antenada", como descreve o crítico musical Zuza Homem de Mello no release do disco.
Apesar de uma certa perda da espontaneidade que conquistou o seu público em "Efêmera", o novo disco mostra uma artista em mutação, ciente de que não deve ficar presa em uma única fórmula, sem desprezar aquilo que a torna singular.
"Dois Cafés" e "Víbora" são os exemplos destes pontos. A primeira é uma continuação da leveza pop de Efêmera, com participação de Lulu Santos.
Já "Víbora", faixa que tem participação de Criolo, apresenta uma Tulipa mais experimental, se arriscando em letras mais fortes e arranjos menos doces.
Mesmo não tendo o rápido encantamento, como acontecia em "Efêmera", "Tudo Tanto" tem "tudo para engatar, bem agora ou daqui a um mês".
Disco: Tudo Tanto
Cantora: Tulipa Ruiz
Valor: R$ 25 ou por download gratuito no site tuliparuiz.com.
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