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Seg, 27/08/2012 às 09:38

Consumo de ricos em Salvador equivale ao de 19 pobres

João Pedro Pitombo

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  • Lúcio Távora | Ag. A TARDE

    A telefonia é um dos gastos que mais pesam no orçamento

 

Aos pés da estátua do poeta Castro Alves, no início  da Ladeira da Montanha, Valteci Silva escora-se sobre um contêiner de lixo. Dali, tira o papelão e os metais que vende para reciclagem. Mesmo à margem da sociedade, não deixa de ser consumidor. Os indicadores o classificam como um representante das classes D/E, onde está incluído um terço das famílias baianas.  

A cerca de 15 quilômetros dali, numa concessionária  do Caminho das Árvores, o médico Mozart Cardoso analisa atentamente um veículo importado: quer dar mais conforto e  segurança para a família. Sua renda mensal o enquadra na classe A, que na Bahia é formada por apenas  1,5% dos domicílios.

Os dados, que fazem parte de uma pesquisa do Ibope Inteligência obtida com exclusividade por A TARDE, descortinam um cenário extremo de desigualdade da Bahia. E revelam que o consumo de uma família rica baiana é equivalente ao de 19 famílias pobres. São 55 mil famílias no topo da pirâmide que consomem quase que exatamente o mesmo que as cerca de um milhão de casas que estão na base. Cada lado deve consumir  cerca de 12% dos R$ 62,4 bilhões gastos em produtos e serviços estimados para  as famílias baianas este ano.

Classe C - Além de mostrar as disparidades, o mapa do consumo na Bahia aponta as classes B e C como as responsáveis por cerca de 75% de tudo que é consumido no estado. De acordo com a diretora do Ibope Inteligência,   Márcia Sola, a classe C foi a que mais cresceu nos últimos anos, catapultando seu nível de consumo. Por outro lado, a classe D vive um movimento de diminuição, enquanto a classe E caminha para extinção. "Na Bahia, assim como em outros estados do Nordeste, a  migração entre as classes tem sido mais lenta. Mas o consumo aumentou  significativamente".

Este ano, o crescimento do consumo na Bahia deverá ser da ordem de 21% em relação ao registrado no ano passado. Para Márcia Solla, o alto crescimento percentual  é explicado pelo baixo consumo anterior: "Em estados com um mercado já consolidado, o avanço é menor".

Caso a estimativa se confirme, o  consumo da Bahia será de  4,7% do total do  País. O percentual, contudo, ainda é inferior quando comparado à população: 7,3% dos brasileiros vivem na Bahia.

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