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Dom, 19/08/2012 às 22:54

Guerra entre traficantes altera rotina de posto

Maíra Azevedo

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  • Marco Aurélio Martins l Arquivo | Ag. A TARDE

    Funcionários dizem que são ameaçados se atenderem pacientes vindos de Fazenda Coutos

 

Os moradores de Paripe já não se surpreendem mais quando chegam à Unidade de Saúde da Família de Bate Coração e encontram as portas fechadas. Mas o problema, que se repete, não ocorre por falta de médicos ou funcionários. A questão é que os funcionários do posto de saúde, localizado na zona de conflito entre gangues rivais do tráfico de drogas, veem-se obrigados a encerrar o atendimento sempre que ocorre algum tipo de conflito entre traficantes de Fazenda Coutos 3 e os rivais do Bate Coração.

Não são poucos os relatos sobre tiroteio ou que lembrem ter havido ordens dos traficantes para que o posto fosse fechado. "Já aconteceu de chegar aqui e ter que voltar porque os traficantes tinham mandado fechar. Se tiver tiroteio, não tem como funcionar. Aqui fica no fundo de Fazenda Coutos", diz  Bárbara Lorena, paciente da unidade de saúde.

A disputa pelo comando do tráfico de drogas na região é intenso e influi no funcionamento da unidade de saúde. Fontes ouvidas pela equipe de reportagem atestam que há uma norma informal que proíbe que os postos realizem atendimentos de moradores de localidades rivais.

"A guerra é intensa. Se chegar por aqui um morador de Fazenda Coutos 3, a gente é quase impedido de realizar qualquer tipo de procedimento. Ficamos no meio da guerra. Se a gente não atende, ficamos jurados; se atende os daqui, pedem nossa cabeça. E aí, no desespero, a gente faz o quê?", questiona uma funcionária do posto, que não quis se identificar por medo de sofrer represália.

Mudança - O gerente da unidade, Ricardo Miranda, afirma que a realidade é outra. "Já existiu isso, mas hoje é tudo mais tranquilo", garante. A assessoria da Secretaria Municipal da Saúde informou que desconhece a situação de interrupção no atendimento.

Já o delegado Antônio Carlos Magalhães dos Santos, da 5ª DT, informa que, após a prisão do traficante Índio e do desaparecimento de Neguinho do Bate, a situação está mais tranquila. "Não tenho conhecimento dessas ações". diz.

Em Paripe, a rixa entre os traficantes suprime o direito de ir e vir. A "lei" é clara: quem mora em Bate Coração não pode nem passar por Fazenda Coutos 3, e os desta localidade não podem ir na área rival.

comentários(1)
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daniel Olliveira, 20/08/2012 às 08:45

Engraçado, o funcionário desabafa: "no desespero, a gente faz o quê?", o gerente ignora, e o delegado valida. A "lei é clara" e o descaso também. Que tal por os dois(gerente e delegado) na linha de frente do posto de saúde? Só pra ver se o discurso vai continuar o mesmo! Engracadinhos!

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