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Servidores reagem à indefinição sobre URV

Dom, 05/01/2014 às 00:00 | Atualizado em: 05/01/2014 às 10:24
Reivindicação por pagamento da URV é antiga - Foto: Erik Salles | Arquivo | Ag. A TARDE
Reivindicação por pagamento da URV é antiga

Paula Janay alves

Paula Janay alvesOs servidores públicos da Bahia reagiram à indefinição do governo do Estado sobre o pagamento das perdas salariais decorrentes da mudança do Cruzeiro Real para a Unidade Real de Valor (URV), em 1994.Segundo o secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, o pagamento da URV “é uma coisa para se discutir com a Procuradoria Geral do Estado”. A afirmação foi feita em entrevista publicada ontem na coluna Tempo Presente, de A TARDE. “Qualquer coisa que precise de caixa é preciso esperar como a gente vai sair de 2013 e as perspectivas para 2014”, afirmou o secretário.Os servidores, no entanto, dizem que não querem mais esperar. De acordo com o presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (Afbeb), Armando Oliveira, o governo já deveria ter retomado as negociações desde setembro.Em setembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo pagamento das perdas nos vencimentos dos servidores públicos do governo do Rio Grande do Norte. A decisão beneficia mais de 10 mil ações em todo o país que pediam a correção na Justiça, inclusive na Bahia.“O governo afirmou que pagaria assim que o Supremo decidisse a questão. Não é aumento, nem reajuste, o que foi decidido é uma diferença salarial prevista. Uma dívida. Mas não há vontade politica de pagar”, afirma Armando Oliveira.O presidente da Afbeb afirmou também que a associação irá requerer o cumprimento da decisão na Justiça assim que o acórdão da decisão do Supremo for publicado.São 267 mil trabalhadores, entre ativos, aposentados e pensionistas, que teriam direito a receber a correção, segundo a Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab). O valor total não foi calculado. “Compreendemos que o montante é grande, devido ao número de servidores, mas estamos abertos à negociação e parcelamento, tanto do passivo quanto do reajuste. Esperamos que o governo tenha a coragem de negociar”, diz a coordenadora-geral da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), Marinalva Nunes.ManifestaçõesSindicatos e associações de servidores públicos estaduais estão organizando uma plenária geral no dia 8 de janeiro, às 15h, na sede da Afbeb, na Rua Carlos Gomes, para definir um ato de protesto durante a Lavagem do Bonfim. O reajuste salarial linear e a negociação da URV serão os temas do cortejo, nomeado como “Senhor do Bonfim, pra bater um bolão na Copa, só com a URV e o reajuste já!”.De acordo com a diretora administrativa da Fetrab, Madalena Santos, os servidores não descartam realizar paralisações como forma de pressionar o governo.
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