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Sex , 20/07/2012 às 18:15 | Atualizado em: 20/07/2012 às 18:15

Greve da Anvisa deve aumentar filas de navios em portos

Agência Estado

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Iniciada na última segunda-feira, a greve dos funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começa a preocupar a Federação Nacional das Agências de Navegação (Fenamar). As operações nos portos do País que aderiram ao movimento grevista podem ficar prejudicadas sem a emissão de certidões de livres práticas pelos agentes da Anvisa. Os portos de Santos (SP), Rio de Janeiro, Vitória (ES), Paranaguá (PR), Salvador (BA), Itajaí (SC), Recife (PE), Maceió (AL), Cabedelo (PB) e Itaqui (RS) já aderiram à greve.

As certidões emitidas pela Anvisa servem como autorização para que o navio possa atracar nos portos. Além disso, os agentes são responsáveis, entre outras coisas, por controlar o fluxo de pessoas a bordo e liberar o abastecimento dos navios.

"Hoje o movimento grevista está se consagrando. Enrijeceram o movimento, aumentou a adesão e aumentou a diminuição das emissões de certificados", disse o diretor executivo da Fenamar, André Zanin, que acredita que os números de problemas registrados serão mais expressivos no início da semana que vem.

Até o meio desta semana, de acordo com Zanin, a expectativa era de uma solução para a greve. Além disso, como a possibilidade de paralisação foi informada com antecedência, a federação acredita que os agentes marítimos anteciparam a prestação de informações à Anvisa para adiantar o que era possível de liberação de pedidos de livre prática. No fim de semana e na semana que vem, portanto, a situação deve se intensificar.

Segundo Zanin, os casos mais críticos são localizados nos Estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo (no porto de Santos) e Espírito Santo (em Vitória). "Em Santos, a situação já é preocupante, já tem fila de navios aguardando atracação", conta.

A Fenamar informou que, dentre os sindicatos filiados à federação, Santos, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Paraná, Santa Catarina e Alagoas já entraram com mandado de segurança na Justiça para garantir que as emissões sejam realizadas. O Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado do Paraná (Sindapar) informou que pelo menos 10 navios tiveram problemas para operar no Porto de Paranaguá. "Não podemos dizer que estamos com o porto vazio, mas alguns navios foram desviados e alguns não conseguiram atracar", disse o presidente do Sindapar, Argyris Economou.

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