Sex , 03/08/2012 às 01:06 | Atualizado em: 03/08/2012 às 01:10
Donaldson Gomes
No típico outono soteropolitano, frio e seco, e no ritmo dos primeiros dias de campanha, onde a expectativa do eleitor é conhecer mais sobre os programas, o primeiro debate eleitoral entre os candidatos à Prefeitura de Salvador, realizado pela Rede Bandeirantes de Televisão, na quinta-feira, 2, foi marcado pela apresentação dos problemas da cidade e por propostas para soluciona-los, como a mobilidade urbana, que aflige todas as classes sociais como a grande vedete. Além disso, falou-se muito durante o encontro televisivo a respeito de saúde, segurança e desenvolvimento econômico. Quase sempre sem muitos detalhes, ou prazos para realização.
Talvez sob a influência de primeiro encontro, os confrontos diretos foram evitados. Clima quente, só do lado de fora, onde partidários das candidaturas com as maiores coligações partidárias disputaram metro a metro os espaços próximos à emissora. Com bandeiras e equipamentos sonoros , a torcida organizada deu a quem passou pela Avenida Pinto de Aguiar a primeira impressão de que a campanha eleitoral deve começar a esquentar em breve.
Do lado de dentro, logo no primeiro bloco, os postulantes à Prefeitura foram convidados a responder qual é o maior problema da cidade e a apresentar uma proposta objetiva para solucionar o mesmo. As respostas foram parciais. O foco esteve muito mais voltado para os problemas que para as propostas.
Sem nenhuma citação direta ao prefeito João Henrique , ACM Neto (DEM) destacou que a cidade precisa de ordem e gestão. "Salvador quer um prefeito que coloque ordem na casa", destacou, citando o "caos" na saúde pública, problemas na educação e no trânsito e o transporte público.
Em meio a frases de efeito e trocadilhos com o sobrenome, Rogério Tadeu da Luz (PRTB) foi o que deu o maior destaque à questão da mobilidade, o que para ele seria a base e solução para todos .
Nelson Pelegrino (PT) optou pela defesa dos governos federal e estadual, mesmo quando questionado pelo candidato Hamilton Assis (Psol) à respeito da educação. "Assim com o governador Jaques Wagner, terei a coragem de administrar para todos. Os professores receberam 30% acima da inflacao. O prefeito Pelegrino terá a mesma postura", destacou.
Outro questionamento de Hamilton Assis a Pelegrino foi quanto à participação de petistas na pasta da Saúde na administração João Henrique. "O resultado foi um servidor morto" (referindo-se ao caso Neilton), acusou Assis, num dos dois momentos em que os candidatos pediram direitos de resposta. O outro foi pedido por Mário Kertész a Da Luz. Os dois pedidos foram negados.
Sem poder falar de alinhamento com o governo estadual, Mário Kertész focou na experiência como prefeito da cidade, por duas vezes, antes de se dedicar ao atividade de radialista.. "Vim aqui discutir Salvador, espero que não tenham ofensas, mas se tiver vai ser divertido", brincou antes de entrar no estúdio.
O Bispo Márcio Marinho (PRB) focou a apresentação em propostas para a assistência social. "Vou trabalhar com Ongs e igrejas", observou.
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Mauricio Cerqueira, 03/08/2012 às 07:40
A culpa não foi dos candidatos, mas do formato do debate. Os debates deveriam ter um formato mais livre, possibilitando que os candidatos façam perguntas entre si, por sua escolha e não por sorteio.
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adriano chaves, 09/09/2012 às 10:33
Será que se o pt não levar, a cidade vai pagar o pato mais uma vez? O abandono dos governos federal e estadual é evidente! e acho que isso vai durar como forma de castigo ao eleitor da Bahia. essa é minha opinião