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Sáb, 04/08/2012 às 21:02 | Atualizado em: 04/08/2012 às 21:23

Trânsito é grande desafio para o novo prefeito de Salvador

Kleyzer Seixas
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Foto: Fernando Vivas | Agência A TARDE

Trânsito intenso nas ruas de Salvador devido ao aumento da frota de veículos - Foto: Fernando Vivas | Agência A TARDE

Trânsito intenso nas ruas de Salvador devido ao aumento da frota de veículos

A frota de veículos de Salvador aumentou 43% nos últimos 10 anos, o terceiro maior crescimento entre as cinco mais populosas cidades do país: São Paulo (39%), Rio de Janeiro (36%), Brasília (51%) e Fortaleza (51%). Caso o ritmo permaneça o mesmo, com o crescimento médio de 6% ao ano, devido, em grande parte, aos incentivos do governo federal para aquisições do carro zero, a capital baiana terá mais de 1 milhão de veículos para uma população de quase 3 milhões de pessoas em 2016, o quarto ano do mandato do próximo prefeito.

O aumento de carros em uma cidade que não possui planejamento urbano constitui-se em um dos principais desafios para o novo gestor municipal. Quatro especialistas em trânsito foram ouvidos pela reportagem de A TARDE para apontar possíveis soluções e esclarecer em quais pontos as últimas administrações erraram. Hoje com uma frota de 772.278 veículos e 2.742 ônibus, bastam apenas uma batida, uma parada em um local inadequado ou uma intervenção viária para o trânsito travar, em qualquer horário. A população que usa o transporte público é a mais castigada, por passar horas dentro de ônibus, alguns sujos e lotados.

Amadorismo - A falta de  planejamento urbano é apontada por  todos os especialistas  como um dos principais problema do tráfego. O certo é que Salvador não se preparou para receber o boom dos milhares de veículos que chegam às ruas todos os meses, apesar de desde a década de 70 já se chamar a atenção para a impossibilidade de dissociar o trânsito do planejamento do uso do solo. Para se ter uma ideia do amadorismo, não existe sequer uma pesquisa de destino e origem dos passageiros. Esse estudo ajudaria a identificar de onde vêm e para onde vão as pessoas diariamente, podendo auxiliar no planejamento de estratégias de locomoção eficiente e confortável,  afirma o  professor de urbanismo Luiz Antônio de Souza.

A descontinuidade administrativa é uma das explicações para a falta de projetos eficazes. A Secretaria Municipal de Transportes e Infraestrutura, por exemplo, teve oito secretários nos oito anos da  gestão de João Henrique. “Não dá para fomentar política com esse entra e sai. E pessoas sem qualificação. Aí você procura um bode expiatório, que é o aumento de veículos”, alerta Souza.

O crescimento da frota, motivado pelas péssimas condições do transporte público, contribui para o  inchaço nas vias, porque o espaço físico não cresce na mesma proporção que os carros. Salvador, décima-sexta cidade mais populosa das Américas, passa, hoje, pelo que todos os países do mundo, sobretudo os capitalistas, já passaram, por ter a indústria automobilística como motor de desenvolvimento econômico. “No curto prazo, se medidas agressivas não forem tomadas, de limitação e restrição do veiculo, não teremos solução, porque o espaço oferecido não pode ser alterado em 4, 5, 6 meses”, alerta o professor de urbanismo Ney Castro. 

A saída, nesse caso, é investir no transporte de massa para desestimular o uso do veículo particular, alertam os especialistas. Uma solução,  sugere  Castro, seria um metrô subterrâneo, com todo custo que  implique: “A Paralela e o Bonocô são avenidas largas com canteiros centrais largos, que comportariam uma obra por debaixo da terra”.

Os projetos pontuais, com criação de viadutos e inclusão de passarela, também não são opções viáveis, como vêm sendo realizados pela prefeitura, afirma o especialista em trânsito Elmo Felzemburg, que cita a ineficiência dos viadutos da região do Iguatemi. “Quantos deles têm ali e não resolveram o problema?” A Setin não informou o valor gasto nas últimas intervenções com objetivo de desafogar o tráfego.

Além da criação de um sistema integrado, que ligue o metrô aos outros meios de locomoção, há alternativas para reduzir o tempo de deslocamento, como  incentivar carona solidária, descentralizar atividades de determinadas regiões, estimular empresas a adotarem transporte dos funcionários em  vans, o que  tiraria das ruas,  oito automóveis, caso o veículo transportasse oito funcionários, destaca o professor de urbanismo Juan Pedro Moreno.   

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