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Sáb, 11/08/2012 às 00:35

Atuação de prefeituráveis nas redes sociais é inadequada

Lucas Leal
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Pela primeira vez, as eleições municipais de Salvador contam com a participação das redes sociais - Twitter, Facebook e YouTube, entre outras -, estratégia utilizada com sucesso na campanha presidencial de Barack Obama nos Estados Unidos em 2008, e nas eleições 2010, no Brasil. Após terem o uso regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), desde o dia 5 de julho, os microblogs e perfis sociais são elementos presentes no dia a dia dos candidatos. Entretanto, especialistas alertam para o uso inadequado que tem sido feito dessas ferramentas digitais pelos prefeituráveis.

Utilizar as redes para falar sobre a agenda do dia, quem apertou a mão, ou até cada passo de caminhada de campanha, não é a melhor solução, apontam os pesquisadores.  Lucas Reis, mestre em marketing político e sócio da agência da Salve! Digital avalia que o uso das redes sociais pelos postulantes à prefeitura  tem deixado a desejar.

Segundo ele, as redes sociais têm sido usadas somente de forma ferramental, como álbum de fotos, ou de maneira simplesmente lúdica. "Falta estratégica digital, foco em ações que contribuam para os objetivos de campanha. Além disso, faltam ações criativas e de impacto, como o uso de virais", afirma.

Pesquisador especialista em campanhas online,  Camilo Aggio concorda com a opinião e acrescenta. "Até o momento, as campanhas não usaram o total controle de espaço, tempo e formas de apresentação de conteúdo que a internet oferece".

Sucesso - De acordo com os estudiosos, não existe "a rigor" uma cartilha para acertar no uso da web, mas alguns aspectos devem ser observados. Um grande número de seguidores, por exemplo, não é fator determinante para o sucesso de uma campanha online. "Os candidatos devem estar atentos para a quantidade, frequência e qualidade das atualizações. E principalmente,  quão influentes são os sujeitos que o seguem", revela Camilo Aggio. Esse último aspecto, segundo ele, determina o nível de circulação de ideias e manifestações em diversas redes. 

Substituir uma simples audiência por engajamento virtual e entender o comportamento social nas redes são pontos fundamentais, destaca Lucas Reis. "Tem que se olhar a web como algo completo, que tem uma lógica e dinâmica peculiar". Para ele, é preciso ficar atento para o eleitorado jovem da capital baiana, público que usa a internet, e tentar cativar sua atenção.

Como bons exemplos que merecem destaque, Camilo Aggio aponta, além do sucesso da campanha de Obama, a boa utilização do Twitter por Marina Silva, então filiada ao PV, na corrida presidencial de 2010. Na ocasião, a candidata explorou demandas de eleitores indecisos nessa rede social, que a questionavam sobre o fato de sua postura religiosa poder interferir em questões políticas, como o aborto e o direito dos homossexuais. Procuradas por A TARDE, as assessorias dos candidatos defenderam as estratégias que são usadas nas redes sociais. Segundo a equipe de Mário Kertész, a campanha tem a cara do candidato, e o emprego das ferramentas sociais reflete o jeito de ser do peemedebista, de forma personalista, natural. Os assessores do democrata ACM Neto consideram que o engajamento e a mobilização online têm funcionado bem. "Buscamos nas redes um canal de debate e interação, com uma linguagem jovem, como é o candidato", afirmam.

Os responsáveis pela campanha online de Nelson Pelegrino afirmam que estão buscando, cada vez mais,  maior interação. "Queremos passar o conteúdo de forma divertida e criativa, que se adeque mais a linguagem das redes". Já a equipe do candidato Márcio Marinho concorda com as críticas e revelam: "Nossa equipe da web foi recém-formada. A partir da próxima semana, as redes sociais serão um fator fundamental em nossa campanha". Para a equipe de Hamilton Assis, o conteúdo  tem apenas priorizado ideias, posicionamentos, ações e propostas. Quanto a Da Luz,  não possui perfis oficiais, mas deve criá-los ainda para esta eleição.

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