Sáb , 18/08/2012 às 22:52 | Atualizado em: 18/08/2012 às 22:52
Kleyzer Seixas
Além de melhorar a estrutura da educação de uma forma geral, viabilizando o contato permanente do aluno com o meio acadêmico e incentivando a sua participação, a educação de base também foi apontada pelos educadores entrevistados pela reportagem como um outro grande desafio a ser enfrentado na próxima gestão.
A deficiência nesse nível é comparada a um prédio grande cuja estrutura mais importante, a da base, que é aquela ligada ao chão, estivesse apodrecida. Na Escola Municipal Francisco Leite, localizada no bairro de Águas Clara, 30% dos 720 alunos têm dificuldade para ler, de acordo com a diretora. "Por causa dessa falta de preparo nos anos iniciais, acabamos tendo alunos em anos avançados, como o sexto ano, por exemplo, que nem sabem ler ou escrever", informa a diretora, Maria Adelma.
Salas lotadas - Muitas vezes, a deficiência nesse nível é ocasionada por salas cheias para o processo de alfabetização. Nas unidades municipais, por exemplo, são, em média, cerca de 35 alunos por sala, o que é considerado inadequado por educadores. O ideal, segundo a diretora da Escola Professor Cláudio Veiga, Luciane Varjão, seriam até 25 anos ou, então, que os educadores contassem com auxílio de monitores.
A má-formação do corpo docente é também um complicador, comenta Iracy Picanso, do Conselho Estadual de Educação. "Se tem educação de base deficiente, os professores são reflexo disso também".
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