Pular navegação e ir direto para o conteúdo

Fale com a Redação

Sex, 10/08/2012 às 20:11

Mello: depois que STF decide, não há a quem recorrer

Daiene Cardoso

Você:


Seu Amigo:


Para enviar para outro(s) amigo(s), separe os e-mails com ","(vírgula).

Ex.: nome@exemplo.com.br, nome@exemplo.com.br

Máximo 200 caracteres


(*) Todos os campos são obrigatórios

Reportar Erro:

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas pelo A TARDE preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Máximo 200 caracteres

(*) Todos os campos são obrigatórios

-A A+

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, concordou nesta sexta com a tese do advogado Márcio Thomaz Bastos de que o julgamento do mensalão nessa Corte é uma "bala de prata", onde os réus não terão a chance de recurso. Marco Aurélio, que não compareceu nesta sexta à sessão do julgamento do mensalão para participar do 5º Congresso Brasileiro de Sociedades de Advogados, em São Paulo, lembrou que só três dos 38 réus da ação penal 470 teriam direito a foro privilegiado. Em sua opinião, o processo poderia ser julgado em primeira instância. "É (um julgamento de bala de prata). Depois que o Supremo decide, não há a quem recorrer", disse o ministro aos jornalistas. "Não temos um Supremo de semideuses. Temos homens e mulheres que não podem errar", comentou o ministro durante a palestra.

Mello disse que fez questão de participar do evento, mesmo faltando ao julgamento em Brasília, porque já tinha um compromisso assumido com os organizadores do congresso. O ministro afirmou que solicitou as gravações das defesas dos réus que se apresentaram nesta tarde em Brasília. Durante a palestra, o ministro defendeu que o STF tem de ser uma corte estritamente constitucional. "Não somos afeitos a instruir processos. Não somos afeitos a julgar processos crime", afirmou.

Com uma semana de julgamento e longas sessões diárias, Mello reclamou da dedicação exclusiva do STF ao julgamento do processo do mensalão, deixando para trás outras 900 ações além dos 100 processos semanais que cada ministro recebe. "Eu me sinto exaurido de tanto ouvir", desabafou. "Imagine o quanto é maçante ouvir a mesma coisa uma, duas, três vezes", emendou o ministro, relembrando que outros colegas já cochilaram durante a sessão. Para o ministro, é preciso rever esse modelo de julgamento. "Esse sistema não se coaduna mais. Precisamos conciliar celeridade e conteúdo", propôs.

O ministro revelou que já foi cogitada a possibilidade das sessões extras para garantir o calendário de julgamento do mensalão também pelas manhãs. "Só falta. Eu penso que é impraticável", disse. Na avaliação dele, há grande possibilidade de o ministro Cezar Peluso não conseguir votar e da corte não concluir o julgamento até o primeiro turno das eleições municipais deste ano. "Não sei quando terminaremos esse julgamento", admitiu.

O magistrado defendeu ainda que sejam considerados no julgamento todas as provas levantadas pela CPI do Mensalão, diferentemente do seu colega Celso de Melo. "Você julga considerando o todo e é o que vou fazer", disse. O ministro disse que "se eu fosse leigo daria a contenda por empatada" mas que como magistrado não vai julgar a ação de acordo com as "paixões" políticas. "Não sei qual será o meu voto. Ele será de improviso", adiantou o ministro. Mello disse ainda que deve começar a formular o seu voto a partir do voto do relator, o ministro Joaquim Barbosa, e que espera que o voto já traga a fixação das penas para os casos de condenação. Ao deixar o evento, Mello disse que é preciso votar com serenidade. "Nem parcimônia, passando a mão na cabeça de quem cometeu desvio de atividade, nem justiçamento. Temos de decidir de acordo com o figurino legal", ponderou.

comentários(1)
  • comentar

    Esqueceu sua senha?

    Digite aqui seu e-mail

    Esqueceu seu login e/ou senha?

Adriano Chaves, 10/10/2012 às 20:14

BALA DE PRATA! Eu diria SOBERANIA! Se o SUPREMO não tiver Autonomia e competência pra julgar criminosos, então é melhor entregarmos a alma ao criador! Mas a lisura do julgamento no STF traz alento a nação

AVISO: O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade do autor da mensagem.

outras notícias

23/10/2014 às 21:33

Homem que matou mulher com 36 facadas segue livre - Foto: Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE

Homem que matou mulher com 36 facadas segue livre

23/10/2014 às 20:08

Valdemar Costa Neto pede para cumprir pena em casa

O ex-deputado federal Valdemar Costa Neto pediu ao...

23/10/2014 às 09:24

China é contra julgamento da Coreia do Norte em Haia

A China se declarou nesta quinta-feira contra o plano de...

20/10/2014 às 14:26

Advogados pedem ao STF regime aberto para Dirceu

A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pediu...

< >

Imprimir

imagem

Antes de imprimir lembre-se da sua responsabilidade e comprometimento com o meio ambiente.

Se preferir, envie por e-mail ou gere um arquivo em .pdf

Deseja realmente imprimir? nãosim

Botão Fechar
Copyright © 1997 - Grupo A TARDE.Todos os direitos reservados.
Rua Prof. Milton Cayres de Brito n° 204 - Caminho das Árvores - Salvador/BA. CEP: 41.820 - 570 Tel.: ( 71 ) 3340 - 8500 | Redação: ( 71 ) 3340 - 8800

Urnas Apuradas

0%

Acesse

+ Detalhes