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Seg, 24/09/2012 às 17:11

Dirceu critica estratégia de campanha de Haddad

Ricardo Brandt

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O ex-ministro José Dirceu, que deve começar a ser julgado nesta semana como chefe do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira em seu site que houve um erro de estratégia de campanha a prefeito de São Paulo do PT ao acreditar que os apoios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidente, Dilma Rousseff, e os votos petistas seriam suficientes para levar Fernando Haddad para o segundo turno das eleições.

Distante das reuniões partidárias desde que começou o julgamento do mensalão, em 2 de agosto, mas opinando ativamente nas campanhas do partido por telefone, e-mail e por meio de seu site, Dirceu fez nesta segunda uma defesa da mudança de rumo adotada pela campanha de Haddad, em São Paulo, que centrou esforços na disputa com o candidato do PRB, Celso Russomanno, nessa reta final de primeiro turno.

"Houve uma boa correção de curso, já que a campanha do Haddad partiu de uma avaliação errada, a de que bastava o apoio dos presidentes Lula e Dilma Rousseff e o voto petista para Haddad ir para o segundo turno. Como vimos a realidade era e é outra", escreveu Dirceu.

Com o título "Haddad no caminho certo para passar ao segundo turno", o ex-ministro afirma que o candidato petistas "está certo ao criticar Russomanno" e que centrar a disputa com José Serra (PSDB) "era coisa de três a quatro semanas atrás, quando era necessário desestabilizar sua ida para o segundo turno".

Dirceu, que segue acompanhando o julgamento do STF à distância - ora em sua casa em Vinhedo (SP) ora no apartamento do irmão onde mora, em São Paulo -, defendeu no artigo que é preciso disputar "a fatia de voto petista que está com Russomanno". Ele diz que Russomanno "não tem nada a oferecer à capital" e que a definição de Haddad sobre a candidatura do PRB foi correta. O candidato petista citou Vinicius de Moraes, para afirmar que o adversário, líder nas pesquisas eleitorais, é como a música do poeta, uma "casa que não tinha teto, não tinha nada".

O ex-ministro encerra o texto defendendo que não se sabe o que levou Russomanno a conquistar os votos tradicionalmente petistas, mas que é preciso reconhecer o erro de focar os esforços só em Serra.

"Decifrar essa esfinge, então, é a questão central que nossa campanha não deu conta até agora, ficando numa situação difícil entre dois fogos: enfrentar José com sua campanha antipetista; e a necessidade de conquistar o voto do PT, a parte que ainda vai para Russomanno", escreve.

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