Extremo Oeste Baiano

Claudia Lessa Sex , 08/06/2018 às 10:27 | Atualizado em: 08/06/2018 às 10:37

Organizadores da Bahia Farm estão otimistas com a redução de juros no setor agrícola



O anúncio do Plano Safra 2018/2019, no qual consta a redução dos juros destinados ao setor agrícola, conforme o ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, repercutiu positivamente entre os organizadores da Bahia Farm Show, que já apostavam em bons resultados comerciais desta edição da feira por conta da safra recorde de grãos colhida no Oeste baiano. Uma dos maiores eventos agrícolas do Brasil, que acontece até este sábado (9), no município de Luís Eduardo Magalhães, a Bahia Farm deverá movimentar mais de R$ 1,5 bilhão em negócios nesta edição, conforme prevê os seus realizadores.

O vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Luiz Pradella, destacou que as taxas de juros de custeio diminuíram 1,5 ponto percentual em relação ao ano passado. Para médios produtores (com renda bruta anual de até R$ 2 milhões), a taxa ficou em 6% e, 7% para os demais. “Um plano agrícola com baixa de juros chega em boa hora, pois a partir de hoje os negócios começam a aquecer na feira. É importantíssimo para o evento, mas, principalmente, para o produtor rural que nos anos seguintes terá esse compromisso que irá assumir na feira”, avalia.

O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA), Júlio Cézar Busato, também recebeu a notícia com otimismo, considerando a decisão do Ministério da Agricultura em favor do setor. “Temos que reconhecer que em um momento de crise, aumentar a disponibilidade de crédito e diminuir a taxa de juros já é uma grande ajuda para o segmento. Isso nos dá força para que a gente consiga fazer uma outra grande safra no próximo ano”.

O valor total do Plano Safra é de R$ 194, 37 bilhões, que podem ser contratados pelos produtores entre 1° de julho deste ano a 30 de junho de 2019. De acordo com o governo, cerca de R$ 151, 1 bilhões vão para crédito de custeio, sendo R$ 118,8 bilhões com juros controlados e R$ 32,3 bilhões com juros livres. O crédito para investimentos ficou em R$ 40 bilhões. Já os R$ 2,6 bilhões restantes foram destinados ao apoio da comercialização e R$ 600 milhões seguem para subvenção do seguro social.