Extremo Oeste Baiano

Claudia Lessa Seg , 09/07/2018 às 16:27 | Atualizado em: 09/07/2018 às 17:32

Safra baiana de algodão impulsiona a busca por novas tecnologia



Os agricultores do Oeste do Estado estão entusiasmados a manter o uso de tecnologia e manejo adequados no campo, graças à safra baiana de algodão que, pelo segundo ano consecutivo, vai atingir produtividade média acima de 300 arrobas/hectare. Diante da conjuntura favorável, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA), Fundação Bahia e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizaram sábado (7), em Luís Eduardo Magalhães (BA), o Dia de Campo do Algodão, considerado o principal evento técnico de algodão na Bahia.

Oportunidade de atualização das principais cultivares de algodão e de técnicas que visam melhores resultados, o evento apresentou cerca de 20 diferentes variedades de algodão disponíveis no mercado, a exemplo de cultivares transgênicas para as áreas de refúgio; os resistentes à pragas e doenças como nematoides; e os que focam na qualidade da fibra e em características ideais para a indústria têxtil. Participaram cotonicultores, consultores, profissionais e estudantes da área, que debateram temas voltados ao incremento da produtividade no campo e a busca de maior qualidade da fibra para o mercado consumidor.

Na abertura do evento, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Celestino Zanella, citou as ações que vem sendo desenvolvidas pelas entidades agrícolas para garantir a competitividade e rentabilidade do produtor, a exemplo dos programas “Fitossanitário da soja e do algodão” e “Operação safra”, e a busca de soluções de logística junto ao Estado. Para o presidente da ABAPA, Júlio Cézar Busato, “é necessário unir forças para avançar nas questões que estão fora da fazenda, como logística, segurança física e jurídica das fazendas, além das questões fundiária, fitossanitária e ambiental”

Para o presidente da Fundação Bahia, Zirlene Zuttion, o Dia de Campo do Algodão é o momento em que são reunidas todas as tecnologias ligadas à produção da pluma. “É um dia de intercâmbio e troca de experiências entre os próprios cotonicultores e com as empresas que investem em novas tecnologias e avaliam os resultados destas variedades e formas de manejo para incrementar a produtividade na lavoura”.

A Bahia é o segundo maior produtor de algodão do Brasil e prevê uma colheita de 1,2 mil toneladas na safra 2017/2018, sendo 481 mil toneladas em pluma, conforme dados da ABAPA. Com a previsão da regularidade do ciclo de chuvas e da cotação do mercado, a próxima safra de algodão já prevê um crescimento de área, saindo dos 263 para 300 mil hectares. “Aos poucos, será retomada a capacidade instalada de 400 mil hectares de produção no Oeste da Bahia, e vamos resgatar a riqueza perdida e os empregos que foram suspensos com a estiagem evidenciando a importância do algodão para a região. A atual safra de algodão da Bahia deve abastecer, principalmente, a indústria têxtil brasileira, sendo o restante dela, cerca de 40%, destinada para o mercado externo para os países asiáticos, de acordo com Júlio Cézar Busato.