Metropolitana

Da Redação Qua , 18/09/2019 às 11:39 | Atualizado em: 18/09/2019 às 12:06

Violência contra as mulheres é tema de encontro em Lauro de Freitas



A 1ª Jornada Metropolitana de Enfrentamento a Violência Contra a Mulher, em Lauro de Freitas, prossegue nesta quarta-feira (18) com a discussão voltada para as estratégias de superação dos desafios impostos pela conjuntura política e a necessidade de agilizar a aplicação da justiça. Organizado pelo Centro de Referência Lélia Gonzalez (CRLG), equipamento da Secretaria Municipal de Política para Mulheres (SPM), para homenagear os 13 anos do CRLG, o evento reuniu representantes de cinco municípios da Região Metropolitana de Salvador, de instituições, dos movimentos de mulheres, da Ronda Maria da Penha e parlamentares.

O evento será encerrado com seis painéis que vão tratar do fortalecimento da participação das mulheres nos espaços de controle social, a exemplo dos conselhos, e do papel das universidades no enfrentamento da violência contra o público feminino.

A coordenadora do CRLG, Sulle Nascimento, defendeu a consolidação de uma rede metropolitana de proteção ao público feminino. “A jornada trata de algo que é bastante emblemático, perverso e cruel, que é a violência, mas também da necessidade de consolidação de uma rede metropolitana que reúna organismos, conselhos, movimentos sociais numa parceria de apoio e defesa das mulheres”, pontuou.

A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, lembrou das conquistas do município no enfrentamento da violência contra as mulheres e ressaltou a urgência da ampliação dessa rede de proteção. “Estamos vivendo hoje um dos momentos mais difíceis da história do nosso país, de grandes retrocessos, e se não continuarmos mobilizadas e unidas, corremos o risco de perder muito do que conquistamos ao longo dos últimos anos. Lauro de Freitas é uma trincheira de luta importante, conseguimos implementar aqui equipamentos importantes de proteção à mulher, como o Centro de Referência Lélia Gonzalez, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, a primeira do Brasil, e a Ronda Maria da Penha, que já está há um ano em Lauro, e continuaremos na luta pela Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher, que vai ampliar ainda mais esta rede de proteção”, destacou.