Da Redação Qua , 11/04/2018 às 16:30 | Atualizado em: 11/04/2018 às 17:35

Ginástica laboral: conheça essa especialização da fisioterapia



Todo mundo já sentiu uma dor na coluna depois de um dia intenso de trabalho ou já percebeu que a cadeira em que sentava não era ideal para o seu corpo. É para evitar esses problemas que existe o profissional especializado na prática da ginástica laboral. Com a ajuda de um especialista na área, o funcionário se sente descontraído mentalmente, além de preparar o seu corpo para mais um dia de jornada de trabalho.

Por causa de esforços repetitivos ou má postura, o dia a dia de trabalho pode provocar problemas de saúde nos colaboradores de uma empresa, resultando em baixa produtividade e trabalhadores insatisfeitos. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, cerca de 3,5 milhões de pessoas com mais de 18 anos têm ou já tiveram diagnóstico de Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) no Brasil.

A pesquisa Nacional da Saúde também mostrou que 18,5% da população adulta do Brasil tem doenças crônicas na coluna, totalizando cerca de 27 milhões de pessoas. A prática de exercícios no local de trabalho minimiza esses problemas e ainda diminui o estresse.

Segundo a fisioterapeuta, especializada em Ginástica Laboral, Elis Almeida, os exercícios feito pelo especialista trazem uma série de benefícios para o corpo. “A ginástica laboral trabalha com a prevenção de lesões que podem acontecer dependendo da atividade que o profissional exerça. Mas ela também melhora a concentração e auxilia no psicológico, além de deixar a pessoa com mais disposição, motivada e empenhada”, explica.

Mercado de Trabalho da Ginástica Laboral

Os profissionais de Fisioterapia que são especializados na ginástica laboral estão encontram um mercado repleto de oportunidades. Muitas empresas passaram a perceber o valor dessa prática e investem em programas de exercícios físicos corporativos com o objetivo de melhorar a performance produtiva dos trabalhadores.

A fisioterapeuta Elis Almeida é formada há 4 anos e decidiu seguir essa área ainda na faculdade. “A princípio, eu não sabia que área queria seguir mas, quando conheci a Fisioterapia do Trabalho, soube que esse seria o meu caminho. A Fisioterapia do Trabalho não é tratamento; é a prevenção. É o começo de tudo”, conta.

Segundo Elis, a área da ginástica laboral segue em ritmo de crescimento. Agora a indústria é o setor que mais precisa desse profissional. “Em uma indústria, as pessoas estão muito expostas e mais vulneráveis. Por isso, a necessidade de um fisioterapeuta. As empresas que trabalham com o setor administrativo estão começando a despertar para essa necessidade agora. E é comprovado que a empresa consegue melhorar muito a sua produtividade se os seus profissionais fazem os exercícios da ginástica laboral.

Leia mais: Quanto ganha um fisioterapeuta?

Você também se interessa pela área de Fisioterapia e deseja fazer uma graduação nessa área? O Educa Mais Brasil oferece bolsas de estudo de 70% para esse e outros cursos. Para mais informações, você pode acessar o site do Educa Mais para saber se as instituições de seu interesse estão entre as mais de 18 mil parceiras em todo o país.

Tipos de ginástica laboral:

Ginástica laboral preparatória – É realizada no início da jornada de trabalho. Ativa fisiologicamente o organismo, prepara para o trabalho físico e melhora o nível de concentração e disposição, elevando a temperatura do corpo, oxigenando os tecidos e aumentando a frequência cardíaca.

Ginástica laboral compensatória –Tem o objetivo de melhorar a circulação com a retirada de resíduos metabólicos, modificar a postura no trabalho, reabastecer os depósitos de glicogênio e prevenir a fadiga muscular.

Ginástica laboral de relaxamento – Realizada ao final da jornada de trabalho, tem como objetivo a redução do estresse, alívio das tensões, redução dos índices de desavenças no ambiente corporativo e em casa.

Ginástica laboral corretiva – A sua finalidade é estabelecer o antagonismo muscular, utilizando exercícios que visam fortalecer os músculos fracos e alongar os músculos encurtados, destinando-se ao indivíduo portador de deficiência morfológica, não patológica, sendo aplicada a um grupo reduzido de pessoas.