Da Redação Qui , 05/07/2018 às 14:12 | Atualizado em: 05/07/2018 às 14:16

Julho é mês de prevenção e controle das hepatites virais



Com a falta de diagnóstico precoce, as hepatites podem, evoluir provocando cirrose, câncer de fígado, doenças de pele, renal e até diabetes quando não tratadas adequadamente. As hepatites virais se tornaram um grave problema de Saúde Pública, ressaltando que são dois milhões de pessoas contaminadas no Brasil com a hepatite C, sendo que apenas 10% são diagnosticadas. Na Bahia, são 150 mil pacientes sem diagnóstico, sendo que, destes, 50 mil encontram-se em Salvador. Dentro da proposta de prevenir a transmissão e combater a doença, nasceu o “Julho Amarelo”, designado o mês de luta, prevenção e controle das hepatites virais. A ação foi definida por lei estadual visando mobilizar e sensibilizar a população e os profissionais de saúde sobre a importância do diagnóstico.

Entre as ações do “Julho Amarelo” estão a orientação para que todo médico solicite o exame para pacientes acima de 45 anos e o incentivo às pessoas a realizarem o teste rápido nas Unidades Básicas de Saúde. O hepatologista Raymundo Paraná explica que as hepatites B e C associam-se, frequentemente, a complicações, como a cirrose hepática e o carcinoma hepatocelular. Segundo o médico, a hepatite B infecta, hoje, 300 milhões de habitantes no mundo e cerca de um milhão de brasileiros. “O tipo B tem uma relação muito próxima com o câncer de fígado. No entanto, embora a vacina para a hepatite B seja disponibilizada na rede pública, a procura não é suficiente, motivo pelo qual as campanhas servem de alerta”, afirma, destacando que os testes rápidos, voltados para identificar os tipos B e C, também estão disponíveis na rede pública e os resultados saem com cerca de 20 minutos.

No total são cinco tipos de hepatites virais (A, B, C, D, E), sendo que na A e na E a forma de contaminação é fecal-oral, enquanto as hepatites B, C e D são transmitidas pelo sangue (via parenteral, percutânea, vertical), esperma e secreção vaginal (via sexual). A hepatite é uma doença crônica do fígado que pode ser decorrente de diversas causas. Algumas das mais comuns são as hepatites C e B, que, por serem doenças silenciosas, muitas vezes podem passar despercebidas. Longe de ser insignificante, a doença hepática crônica é responsável, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pela morte de cerca de 1,4 milhão de pessoas por ano. A doença representa um importante problema de Saúde Pública. A tipo C, por exemplo, tem uma prevalência significativa no Brasil e no mundo. Cerca de dois milhões de brasileiros são infectados cronicamente por ela. Destes, de 10 a 20% irão evoluir para uma cirrose hepática ao longo de 20 anos.