Da Redação Qui , 02/08/2018 às 19:11 | Atualizado em: 03/08/2018 às 11:22

Estudantes de Andaraí, Araci e Tanque Novo ganham medalha de ouro na 13ª OBMEP



Os estudantes Luan Ramires, do Colégio Estadual Edgar Silva, em Andaraí; Dickson dos Santos, do Instituto Educacional de Pedra Alta, em Araci; e Eriky Gomes, do Colégio Estadual de Tanque Novo, em Tanque Novo, medalhistas de ouro na 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) 2017, participaram, nesta quinta-feira (2), da cerimônia de premiação nacional, no Centro de Exposições e Convenções Riocentro, no Rio de Janeiro. Além deles, oito estudantes do Colégio Militar de Salvador, unidade ligadas à rede estadual, ganharam medalha de ouro na maior competição científica do país. No total, foram premiados 576 medalhistas de ouro em todo o país que, pela primeira vez contou com a participação dos alunos da rede privada de ensino.

Além das 11 medalhas de ouro, a rede estadual foi contemplada com 24 de prata e 41 de bronze. Os medalhistas de ouro terão direito de participar do Programa de Iniciação Científica Jr e, para isso, devem sinalizar, no site oficial da olimpíada, a decisão para a OBMEP até 26 de fevereiro de 2018. Professores também foram diplomados e as escolas as quais pertencem receberam materiais didáticos e esportivos.

Luan, 17 anos, já coleciona quatro medalhas de ouro e uma de prata na Olimpíada Brasileira. Ele conta que a olimpíada foi decisiva para despertar seu interesse pela disciplina. “Passei a me dedicar nos estudos da Matemática por causa da OBMEP. Meu primeiro contato com a Matemática foi através de minha mãe, que sempre me incentivou e quem me apresentou a OBMEP. Conquistar mais uma medalha de ouro é muito gratificante”, disse.

Também comemorando sua quarta medalha de ouro da OBMEP, Dikson, 16 anos, que foi estudante do Programa Ensino Médio por Intermediação Tecnológica (EMITEC) até 2017, período escolar em que recebeu 12 medalhas em competições do gênero. O estudante assistia às aulas no Instituto Educacional de Pedra Altas, que são transmitidas via satélite, em tempo real, com professores diretamente dos estúdios instalados no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador. “O EMITEC é bem importante para estudantes de baixa renda que não têm condições de ir para outro lugar e os professores são bem qualificados. Estudar pelo EMITEC é importante para mim porque não precisei mudar para uma cidade maior para estudar”, conta ele, que hoje cursa o 3º ano do Ensino Médio, em colégio particular no Rio de Janeiro.

Dados gerais

Dados da organização da OBMEP dão conta de que a sua 13ª edição manteve o número de medalhas das edições anteriores a alunos de escolas públicas de todo o país: 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata e 4.506 de bronze, além de e 38,6 mil menções honrosas. Os alunos de escolas particulares – participaram um total de 4.473 colégios – receberam 76 medalhas de ouro, 227 de prata, 682 de bronze e 5,7 mil menções honrosas. Dos 18,2 milhões de estudantes inscritos (do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio), 941 mil foram classificados para a segunda fase da competição, sendo que 903 mil são de escolas públicas e 38 mil, de particulares.

Sobre a OBMEP

Criada em 2005 pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas tem como metas estimular o estudo da Matemática; revelar talentos, incentivando o seu ingresso nas áreas científicas e tecnológicas; e promover a inclusão social pela difusão do conhecimento. A OBMEP, destinada a estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, é promovida com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério da Educação (MEC), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).