Da Redação Ter , 25/06/2019 às 15:50 | Atualizado em: 25/06/2019 às 15:57

Bahia e Portugal assinam acordo para recuperar patrimônio arquitetônico e cultural



Com o objetivo de recuperar o patrimônio arquitetônico, histórico e cultural da Bahia, visando o fortalecimento do turismo baiano, o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco, e a secretária do Turismo de Portugal, Ana Mendes Godinho, assinaram um protocolo de entendimento, em Lisboa. O plano está baseado no programa Revive, em execução no país lusitano.

Com a assinatura do documento, Portugal se compromete a apoiar o governo baiano com a experiência técnica acumulada pelo Revive. Trata-se de um conjunto de ações previstas em um movimento internacional de recuperação do patrimônio arquitetônico, histórico e cultural, ao qual a Bahia passa a integrar oficialmente. A iniciativa contribui para geração de emprego e ativação da economia.

A secretária Ana Godinho explica que o Revive, lançado no ano passado, já identificou 33 imóveis – conventos, fortes e castelos, entre outros –, em Lisboa e no interior de Portugal, em condições de abrigarem atividades econômicas ligadas ao Turismo, por meio de investimentos privados, autorizados mediante concessão em concurso público. Desses, conforme a gestora portuguesa, nove já estão em processo de restauração. O primeiro foi o Hotel Vila Galé Collection Elvas, inaugurado no sábado (dia 22), como resultado da reabilitação do Convento de São Paulo, imóvel inserido no programa Revive. O Convento, localizado no centro de Elvas, está classificado como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

A proposta de cooperação entre Bahia e Portugal surgiu durante reunião do vice-governador e secretário do Desenvolvimento Econômico, João Leão, com a secretária do Turismo de Portugal, Ana Mendes Godinho. O secretário baiano, Fausto Franco, destaca que a iniciativa contribui para fortalecer as intervenções do governo Rui Costa no Centro Antigo de Salvador. “Estamos mapeando imóveis que podem ser incluídos numa primeira etapa, a fim de impulsionar a instalação de novos restaurantes, hotéis, cafeterias, lojas de artesanato e outros equipamentos que ativem o mercado turístico, com desenvolvimento econômico”. Mesmo concedendo à iniciativa privada a administração desses imóveis, completou o gestor, “esse mecanismo mantém a propriedade pública dos mesmos, preservando-se igualmente os elementos que marcam os valores históricos e culturais de cada um deles”.