Da Redação Qui , 11/07/2019 às 16:23 | Atualizado em: 11/07/2019 às 16:24

Vendas no comércio varejista baiano cresceram 5,2% em maio



As vendas no comércio varejista baiano cresceram 5,2% em maio de 2019, quando comparado a igual mês de ano anterior. No varejo nacional, o volume de negócios expandiu 1,0%, em relação ao mesmo período de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no Estado registrou taxa positiva de 1,2%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O resultado das vendas do varejo baiano em maio foi influenciado pelos estímulos da comemoração do Dia das Mães, mas também ao efeito calendário, já que o referido mês contou com um dia útil a mais em relação a maio de 2018. Além disso, no ano passado o setor mostrou tímido desempenho refletindo os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, que afetou o volume de vendas do varejo no país. Outro fator que explica o comportamento do setor foi o aumento da ocupação, principalmente, dos empregos formais que nem maio aumentaram em mais de dois mil postos de trabalho.

O secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, faz uma análise dos dados. “O aumento das vendas do varejo na Bahia reflete muito as políticas públicas adotadas pelo Governo do Estado, uma vez que lideramos a geração de empregos formais no Nordeste em 2019. Esta geração de emprego ampliou as vendas de varejo exatamente nos segmentos que respondem pelo consumo das famílias, a exemplo dos artigos farmacêuticos, cosméticos, hipermercados e produtos alimentícios, dentre outros. Além disso, a Bahia é o segundo Estado da federação que mais investe, principalmente em grandes obras, o que faz crescer o consumo de materiais de construção”

Desempenho do varejo por ramo de atividade

Por atividade, os dados do comércio varejista do Estado da Bahia, quando comparados a maio de 2018, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo, conforme dados da pesquisa analisados pela SEI. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: combustíveis e lubrificantes (15,7%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (11,5%); móveis e eletrodomésticos (7,3%); tecidos, vestuário e calçados (4,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,6%); e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,7%). Em contrapartida livros, jornais, revistas e papelaria (-50,1%), e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-19,9%) registraram comportamentos negativos. No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registraram variações positivas móveis (14,0%); eletrodomésticos (4,2%); e hipermercados e supermercado (1,3%).

Comércio varejista ampliado

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, apresentou aumento nas vendas de 4,6%, em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação ficou estável em 0,1%.

O segmento de veículos, motos, partes e peças expandiu suas vendas em 4,4% em relação a igual mês do ano anterior. A variação positiva no volume de vendas da atividade reflete as melhores condições de crédito, com redução das taxas de juros para aquisição de novos veículos. Nos últimos 12 meses, a queda no volume de negócios foi de 0,3%.