Da Redação Qui , 26/03/2020 às 10:56 | Atualizado em: 27/03/2020 às 12:52

Associação Baiana das Empresas de Base Florestal encaminha orientações para os prefeitos



Uma carta está sendo encaminhada pela Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) para prefeitos e presidentes das Câmara de Vereadores das cidades onde as associadas têm operação florestal e/ou industrial. O documento segue diretrizes da Indústria Brasileira de Árvores (IBA), que enviou carta semelhante aos governadores de todo o país e ministros do Governo Federal.

“O intuito é dialogar com as autoridades, demonstrar solidariedade neste momento e garantir que não falte produto de necessidade básica ao consumidor final. A indústria está em contato constante com o varejo para entender e atender à demanda. E, claro, as empresas estão colocando em planos de ação para cuidar da saúde de colaboradores e familiares”, afirmou o presidente da IBA, Paulo Hartung.

O diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade, também falou sobre o momento de pandemia. “No atual contexto de combate à propagação do novo Coronavírus, todos nós devemos estar conscientes das atitudes individuais e coletivas necessárias para minimizar o impacto dessa crise e seus desdobramentos sociais e econômicos. Queremos, ainda, deixar claro o comprometimento do setor de árvores cultivadas em contribuir com a saúde pública do Brasil, especialmente neste momento”.

De acordo com a ABAF, "o setor de base florestal vem seguindo as orientações dos órgãos de saúde, obedecendo rigorosamente os protocolos de segurança, com o investimento sistemático na prevenção do avanço da Covid-19 em suas áreas, de modo a cuidar da saúde de seus colaboradores". Além disso," a preocupação do setor é com o cuidado com toda a comunidade onde suas associadas e parceiros estão inseridos. As empresas estão ajustando a produção para atender os produtos mais demandados e fazendo doações para hospitais e governos, como caixas para transporte de álcool em gel e papéis sanitário"s.

Nos documentos, as entidades expressam compreensão com as medidas adotadas para conter o avanço do COVID-19 e solicita que as autoridades levem em consideração a importância do setor de base florestal, fabricante de celulose e de papel para embalagens, papéis para fins sanitários, entre outros.

As entidades reforçaram o apelo para que as autoridades considerem o valor dos produtos da indústria de árvores plantadas para a sociedade, de modo que medidas a serem tomadas, mesmo que bem intencionadas, não comprometam a cadeia, consequentemente desorganizando outros setores críticos, como de alimentação, medicamentos e de cuidados pessoais. “Nosso setor tem o compromisso de atender às necessidades básicas e importantes da população, assim como de contribuir para o crescimento, o desenvolvimento e para a saúde pública no Brasil. Aproveito para, em nome do setor, parabenizar as autoridades preocupadas com o melhor enfrentamento da crise que vivemos, os profissionais de saúde, a imprensa e a todos os demais profissionais que estão mantendo as atividades e a produção em curso, ajudando o país a enfrentar a crise”, completou WIlson Andrade.

Setor florestal - Com atuação em mais de mil municípios e fábricas e áreas florestais espalhadas em quase todos os estados brasileiros, o setor é fonte de mais de cinco mil produtos, alguns fundamentais para o dia a dia de todos, inclusive alguns para proteger os profissionais de saúde e outros que têm sido foco dos consumidores neste momento de crise, como os papéis para fins sanitários (papel higiênico, fraldas infantis e geriátricas, lenços umedecidos, papel toalha, detergente, entre outros).

Em hospitais, a celulose e a celulose solúvel são matérias-primas de máscaras cirúrgicas, vestimentas, colchões, entre outros. Papéis de imprimir e escrever são importantes para receituários, formulários etc. Até em equipamentos médicos que usam aço, o setor está presente com o carvão vegetal.

As embalagens ganham destaque, garantindo que itens essenciais como alimentos, remédios e produtos de limpeza cheguem até as residências. As caixinhas do tradicional longa vida dão segurança e durabilidade para alimentos essenciais, como leite, suco e até feijão. Sem as embalagens de papel nada chega até você, inclusive pelo delivery, como sacos de papel que transportam sua comida, ou pelas compras online nas caixas de papelão.

Na Bahia - Conforme dados da ABAF, o setor, na Bahia, emprega 230 mil pessoas (de forma direta, indireta e de efeito renda) e arrecada R$ 4,2 bilhões de impostos anualmente (municipais, estaduais e federais), o equivalente a 4,2% do que se arrecada no estado. O PIB florestal equivale a 5,4% do PIB do estado. Além disso, o programa de fomento e estímulo a produtores independentes é crescente (representa mais de 20% do consumo de madeira das indústrias associadas) e contribui para a geração de emprego e renda. Voluntariamente, o setor investe R$ 16 milhões/ano em projetos socioambientais que beneficiam pequenos produtores e comunidades, atingindo 127 municípios e mais de 300 mil pessoas. O segmento também é construtor e mantenedor de milhares de quilômetros de estradas pelo interior da Bahia, pois existe uma necessidade real de escoamento de produção.