Sul Baiano

Claudia Lessa Ter , 21/05/2019 às 15:12 | Atualizado em: 21/05/2019 às 19:30

Obras de unificação dos terminais privados do Porto Sul serão iniciadas ainda este ano



Um termo de unificação dos terminais privados do Porto Sul foi assinado no Salão de Atos da Governadoria, nesta terça-feira (21), entre o governador Rui Costa e representantes da Bahia Mineração (Bamin). Também foi constituída a Sociedade de Propósito Específico (SPE) para a construção do empreendimento que será instalado em Ilhéus, no Sul da Bahia. O Porto Sul representa um investimento de mais de R$ 2,5 bilhões e já possui todas as licenças ambientais necessárias para o início da implantação, conforme a Assessoria de Comunicação do Estado. A previsão é que as obras sejam iniciadas no segundo semestre de 2019 e a estrutura terá a capacidade de armazenamento e transporte de até 41,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Rui Costa explicou que o projeto do Porto Sul foi concebido, inicialmente, com dois terminais. “Por causa de todos os problemas econômicos que o Brasil passou e passa, nós resolvemos adotar a estratégia de unificá-los e, com isso, buscar acelerar e viabilizar a construção do porto, além de consolidar a concessão da ferrovia. Tenho repetido, por diversas vezes, que esse projeto só fica de pé com os três ativos juntos: o porto, a ferrovia e a mineração. Por isso, estamos viajando para diferentes partes do mundo, para que investidores participem do projeto e possam dar viabilidade econômica e levar emprego para a região Sul, para a região de Jequié, de Brumado e de Caetité, enfim, para o interior da Bahia”.

O diretor financeiro da Bamin, Alexandre Aigner, afirmou que a obra do Porto Sul é considerada fundamental para a exportação do minério de ferro da Bahia Mineração, proveniente da mina Pedra de Ferro, que fica no município de Caetité. A empresa comercializa o minério de ferro para a indústria siderúrgica. Segundo ele, o próximo passo é o detalhamento dos planos para o início das obras. “Já estamos na parte final de toda a parte técnica, de organograma e cronograma de execução. A parceria com o Governo do Estado já vem há mais de dez anos e é uma parte fundamental desse projeto integrado. A mina e a ferrovia dependem do porto, e o porto vai ser o conforto para que o Governo Federal efetive o leilão da ferrovia, que é a espinha dorsal do projeto”, explicou.