Rodrigo também disse concordar com as declarações dadas pelo treinador Lisca, sobre a paralisação do futebol mediante ao avanço da pandemia | Foto: Reprodução | TV Vitória
Neste sábado, 6, o Vitória irá enfrentar uma equipe que, nos últimos anos, talvez tenha sido o maior carrasco de times baianos em competições regionais e nacionais: o Ceará. Apesar de ainda manter um retrospecto positivo — com 12 triunfos do Leão, contra 11 do Vozão — o passado recente ainda deixa algumas marcas no Rubro-Negro, com quatro derrotas nos últimos cinco jogos, colecionando eliminações na Copa do Brasil e Nordestão do ano passado.
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Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, 5, na sala de imprensa do CT Manoel Pontes Tanajura, o comandante Rodrigo Chagas falou sobre a difícil missão do Leão neste fim de semana. Segundo ele, o Vitória precisa adquirir um equilíbrio entre os setores de defesa e ataque no esquema tático.
“A gente sabe que vai enfrentar uma equipe que tem um grande trabalho. Tem um treinador, que é o Guto (Ferreira), que está à frente do time há mais de um ano. A gente sabe que é uma equipe competitiva, atual campeã da competição. Temos que trabalhar bem, principalmente ter o equilíbrio dos setores defensivo e ofensivo. Respeitar sempre o adversário, independentemente de onde estivermos jogando, mas não deixar também de jogar. É uma das situações que procuro falar com os atletas. Jogar e não deixar o adversário jogar. Dentro disso, temos tentado fazer com que os atletas deem essa resposta”, afirmou.
Uma novidade para o confronto está no retorno do volante Guilherme Rend. Previsto para ter começado o último confronto, na estreia pelo Nordestão, contra o Santa Cruz, o atleta apresentou uma indisposição no dia do jogo e terminou vetado. Ao longo desta semna, rumores deram conta de uma posição negociação entre ele e o rival do rubro-negro: o Bahia. Mesmo assim, o atleta foi relacionado e viajou para o confronto contra o Ceará.
“Não tenha dúvida de que o Rend é um jogador importante para o elenco. Acredito que hoje a gente não tem um titular absoluto. Temos vários atletas com possibilidade de serem titulares da posição e temos várias posições que podem se encaixar, caso se concretize a saída do Rend. Até então é um jogador que faz parte do elenco. Se existir possibilidade de ele sair jogando, vai jogar. Se não, vai ficar como possibilidade de nos ajudar dentro da partida. Mas temos que frisar que temos jogadores de qualidade, acredito eu, como é o Maykon Douglas, o João Pedro, que chegou recentemente, a própria aquisição do Fernando Neto ali atrás, como vem jogando. Temos alguns atletas que podem compor essa posição. E a própria chegada do Gabriel Bispo”, analisou Rodrigo Chagas.
Apresentado e regularizado, quem ainda não estará à disposição para o confronto é o atacante Walter. Segundo a assessoria do Leão, o centroavante de 31 anos foi submetido a uma dieta para reduzir peso. “Ele já está treinando normalmente, tem três dias. Só não treinou no dia em que chegou. Está com acompanhamento do professor Ednilson Sena, sempre nos passando informações necessárias. Possivelmente contaremos com ele no jogo do próximo sábado, o Ba-Vi”, projetou Rodrigo.
Outro assunto que também rendeu o que falar ao longo da semana, foi a polêmica declaração do treinador Lisca, do América-MG. Em entrevista pré-jogo, o comandante do Coelho clamou pela falta de condição de realizar partidas em todo o Brasil, mediante ao avanço da pandemia nas últimas semanas. Questionado, Rodrigo finalizou dando sua opinião sobre a declaração do colega de trabalho.
“Apoio totalmente o que Lisca falou. Acho que ele foi totalmente feliz na posição. Ele teve bastante coragem de falar. Parabéns, professor Lisca. Um momento muito difícil que vivemos, e fazer com que nós profissionais possamos ir para alguns lugares distantes do Brasil sem saber... Nós vamos lá para o Mato Grosso, se não me engano, a logística até para o próprio jogo é meio complicada. No momento que vivemos hoje, com essa pandemia, arriscando nossos atletas, arriscando nossas vidas, acho que é um momento ruim que a CBF deveria rever. No momento mais propício, melhor, para que pudesse ocorrer os jogos marcados. Mas somos profissionais e estamos aqui para cumprir esse longo calendário. Mas acho que o Lisca foi totalmente feliz nas palavras”, finalizou o treinador.