Centro Sul Baiano

Da Redação Qua , 07/08/2019 às 07:50 | Atualizado em: 07/08/2019 às 07:52

Estudantes de Amargosa desenvolvem impressora 3D de baixo custo



Uma impressora 3D de baixo custo com materiais recicláveis está sendo construída por estudantes do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Pedro Calmon (CEPC), em Amargosa. O projeto faz parte da disciplina de Iniciação Científica e vai ter sua versão final apresentada durante a Feira de Inovação Ciências e Tecnologias do CEPC, entre os dias 18 a 20 de setembro, com entrada aberta ao público. Para a confecção do equipamento são utilizados materiais descartáveis de impressoras e madeira, além do programa de hardware livre Arduino.

De acordo com o professor de Química e de Iniciação Científica, Fábio Argolo, a impressora vem sendo desenvolvida desde o início do ano, a partir da Feira de Ciências, quando os estudantes começaram a definir os temas a serem trabalhados no ano letivo. “Tivemos este projeto proposto pelos alunos, que utiliza 90% dos materiais recicláveis. Procuramos peças específicas em empresas de descartes e compramos o mínimo de materiais eletrônicos que não temos como produzir. Acreditamos que a impressora deva ficar entre R$ 500 e R$ 600, bem abaixo do mercado”, explicou o educador, que atua em parceria com o professor de Física e de Iniciação Científica, Isaías Lima.

A experiência tem sido gratificante para os estudantes, como atesta João Marcos Pereira, 17, que, além do aprendizado, tem a oportunidade de oferecer um produto acessível a todos. “Fizemos uma extensa pesquisa para conhecermos projetos que pudessem ser uma referência. É muito importante este trabalho que estamos fazendo, porque podemos tornar algo de fácil acesso para nossos colegas e outras pessoas da comunidade, como na produção de trabalhos na escola”, relatou.

A estudante Kailane Mota também falou da importância da oportunidade de trabalhar em um projeto de âmbito social e que envolve a programação com o Arduino. “O objetivo é conseguirmos levar esta ideia para todos da comunidade escolar devido ao baixo custo. Também fiquei muito contente, pois consegui conhecer e aprender sobre a programação no Arduino. Confesso que, no começo, achei complicado, mas depois vamos aprendendo os códigos e tudo vai ficando mais fácil. Outro destaque é o número expressivo de mulheres que mostraram interesse na programação. É de se entusiasmar”, disse.