Centro Sul Baiano

Da Redação Ter , 05/10/2021 às 10:30 | Atualizado em: 05/10/2021 às 10:50

Quilombolas acusam deputada de exploração ilegal de madeira em área demarcada pelo INCRA



Quilombolas de Parateca e Pau d’Arco, zona rural de Malhada, acusam a deputada estadual, Ivana Bastos (PSD), de exploração de madeira de lei de forma ilegal em uma área de 10,6 mil hectares demarcada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) destinada à população remanescente de quilombos da localidade.

Um vídeo, que mostra dezenas de moradores das comunidades, circulou nas redes sociais. De acordo com o responsável pelo vídeo, tanto a deputada quanto familiares, seriam os responsáveis pela invasão da terra e pela retirada da madeira do local.

O presidente do PSOL de Caetité, Wanderson Pimenta, chegou a compartilhar o vídeo nas redes sociais.

A demarcação das áreas remanescentes quilombolas de Parateca e Pau d’Arco foi feita no ano de 2006, após conflitos fundiários de moradores com fazendeiros da região.

De acordo com a Fundação Cultural Palmares, os moradores, representados pela Associação Agro-extrativista das Comunidades de Pau d’Arco e Parateca registram permanência na área desde ao início do séc. XVIII. À época da demarcação, 400 famílias viviam da pesca nas lagoas, além da agricultura e pecuária de subsistência.

Em nota, a deputada Ivana Bastos disse que nem ela nem os familiares têm relação com a exploração, comercialização, retirada legal ou ilegal de madeira na região da Parateca.