Metropolitana

Da Redação Ter , 12/01/2021 às 08:15 | Atualizado em: 12/01/2021 às 08:31

João Leão afirma que Início das obras da ponte Salvador-Itaparica depende da vacina



O vice-governador João Leão (PP), que também é titular da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), declarou ao Bahia Notícias que enquanto não houver vacina, não haverá obras de construção da ponte Salvador-Itaparica.  O gestor afirmou que o temor é que o Coronavírus se espalhe entre os mais de sete mil operários previstos no empreendimento na região da Baía de Todos-os-Santos.

“Estamos esperando sair essa vacina para, realmente, a obra começar a correr. Minha perspectiva é a seguinte: o funcionário, quando for admitido, tem que estar com o atestado de que foi vacinado. Do engenheiro ao peão”, afirmou João Leão. A previsão para o início dos trabalhos é outubro de 2021, quando ele acredita que o Estado já terá grande parte da sua população imunizada. 

João Leão disse que outras obras da administração estadual foram paralisadas por conta da Covid-19. “Estamos fazendo agora uma série de usinas de energia eólica. Então, essas usinas têm 300, 400 funcionários. E o que nós estamos tendo de problemas de contágio. Teve obra que nós tivemos que parar. Imagine sete mil pessoas trabalhando em uma única obra”, argumentou.

O titular da SDE, que mobiliza há muitos anos forças do governo baiano para a construção da ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica, também utilizou como exemplo as obras da ponte entre os municípios de Barra e Xique-Xique, no Sertão do São Francisco, que conta com 400 operários. “Foi despedido um funcionário porque tirou a máscara no canteiro. É para dar o exemplo. O cara tirou a máscara, botou em um prego e estava batendo o martelo, fazendo forma, sem máscara. Aí foi despedido. Desse dia em diante, ninguém mais tirou a máscara”, contou.

Sobre a ponte Salvador-Itaparica - O equipamento terá um total de 12,4 km de extensão e será construída por um consórcio formado pelas empresas chinesas China Communications Construction Company, CCCC South America Regional Company e China Railway 20 Bureau Group Corporation, com um custo de R$ 7,7 bilhões. O governo do Estado arcará com R$ 1,5 bilhão, enquanto o grupo chinês custeará o restante. A concessão, no modelo de PPP (Parceria Público-Privada), terá uma duração de 35 anos, sendo cinco de construção e 30 de exploração, com pedágio para veículos. (Com informações do Bahia Notícias).