Nordeste Baiano

Claudia Lessa Qui , 24/01/2019 às 09:59 | Atualizado em: 24/01/2019 às 10:06

Processo de agroindustrialização do umbu alavanca Agricultura Familiar



O processo de agroindustrialização do umbu vem contribuindo para o processamento da fruta e de outros produtos da Agricultura Familiar baiana. Apoiada pelo Governo do Estado por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – empresa pública vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) –, a iniciativa resulta do destaque na produção do umbu e de outras frutas na Bahia, Estado que tem ficado com 99,7% do que é produzido em todo o país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2018).

De sabor único, misturando o azedo com o doce, o umbu pode ser consumida não só in natura, mas também como polpa congelada, doces, geleia, cerveja, compota, picolé e outras inúmeras receitas da culinária tradicional de diversos municípios baianos. Destaca nessa produção a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC), localizada no município de Uauá, que possui, atualmente, 271 cooperados sendo beneficiados, diretamente, com as ações e, indiretamente, são mais de duas mil famílias sendo atendidas com os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), além das inúmeras famílias envolvidas na coleta das frutas e na comercialização dos produtos, que passarão a ter sua renda ampliada com as ações.

A presidente da cooperativa, Denise Cardoso, destaca que a instituição recebeu, nos últimos quatro anos, investimentos da ordem de R$ 4 milhões para a construção da unidade agroindustrial polivalente para o beneficiamento de frutas como umbu e maracujá da caatinga. “Os investimentos realizados pelo Governo da Bahia impactam na melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares em todos os sentidos, não só pelo fato de gerarem trabalho e renda para as famílias, mas também na formação dos agricultores e acesso dessas famílias a outras políticas públicas”, ressaltou.

 

Os produtos à base de umbu (compota, doces, geleia, ‘nego bom’ e cerveja) podem ser encontrados em lojas de diversos municípios da Bahia e de outros Estados do Nordeste, além de Minas Gerais, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro
Os produtos à base de umbu (compota, doces, geleia, ‘nego bom’ e cerveja) podem ser encontrados em lojas de diversos municípios da Bahia e de outros Estados do Nordeste, além de Minas Gerais, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro

Com a implantação da agroindústria, a produção, que era de 200 toneladas ao ano, teve a capacidade ampliada para 800 toneladas/ano”, pontua. Os produtos à base de umbu (compota, doces, geleia, ‘nego bom’ e cerveja) podem ser encontrados em lojas de diversos municípios da Bahia e de outros Estados do Nordeste, além de Minas Gerais, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Sediada no município de Manoel Vitorino, a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (COOPROAF) é outra referência no beneficiamento do umbu. A empresa, que conta com um quadro de 80 cooperados, possui quatro agroindústrias e tem atuação em Manoel Vitorino e Mirante, importantes polos de produção de umbu na Bahia. Cada unidade possui capacidade instalada de produção anual de 100 toneladas, entre polpas, sucos, compotas, doces e geleias de frutas. A loja da COOPROAF oferece também outras iguarias. São 41 derivados de umbu, a exemplo de bolos, rocamboles, tortas, sorvetes e umbuzada, dentre outros. Entre os produtos mais vendidos está o “nego bom” de umbu, com receita criada pelas mulheres de Manoel Vitorino.